Pedido de concessão de rodovia sem pedágio em São José é querer ‘almoço grátis’

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SC-281 (Foto: Bruno César de Faria / Arquivo Pessoal)

Chega a ser até infantil o  posicionamento de alguns vereadores de São José que aprovaram, na segunda-feira (18) , a legítima e correta Moção ( nº 058/2021)  “de apelo ao Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva e ao Secretário Executivo de Parcerias Público-Privadas, Ramiro Zinder, para que inclua a Rodovia Estadual SC-281 no programa de concessões de rodovias estaduais”. A coluna escreveu na última terça-feira (19) que, na prática, caso esta estrada entre no plano de concessões, “pode significar a instalação de praça de pedágio na estrada estadual que está no município”.

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É algo tão óbvio e racional que chega a ser surreal pensar que caso o setor privado seja responsável pela manutenção de uma rodovia o faça de graça. Quando se fala em concessão, significa que o setor privado ficará responsável pelo serviço de manutenção, conservação, guincho e até (dependendo do contrato) de ampliação e obras. A moção é clara: pede a inclusão do plano de concessões.

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Quando se fala em concessão, tem pedágio no lote. Pode até não ser em uma estrada específica, mas certamente na região em que as vias estejam incluídas naquele lote. A conta é transferida de alguma forma. Não há almoço grátis. Concessão é pedágio. É como contratar uma empresa de segurança, ficar satisfeito com o serviço, mas dizer que não quer pagar por isso.

Como o caso repercutiu, o eleitor de São José cobrou, foi preciso inventar uma desculpa, tergiversar e até mentir.

Em nota, a Câmara de Vereadores de São José informou que “o que foi aprovado pela Casa é uma moção de apelo ao governador Carlos Moisés para que a rodovia seja incluída nos estudos que tratam da inclusão de rodovias estaduais como contrapartida em eventuais concessões como a da BR-282 ou de outra rodovia em que o projeto do Estado encontre viabilidade técnica”. Não é bem assim. A Moção, em nenhum momento cita a contrapartida por investimento na BR-282, cita apenas inclusão no plano de concessões.

É preciso que o homem público respeite a inteligência do eleitor e trate das questões com maturidade e de forma honesta.

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É claro que a inclusão no Plano de Concessão não significa que ela irá existir. Depende de estudos de viabilidade econômico-financeira e se vão existir interessados. Para dar certo e evitar a lambança do Contorno Viário, precisa de bons estudos, bom contrato, segurança jurídica e controle social.

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