Derrotas dos deputados estaduais candidatos a prefeito acende alerta para reeleições

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Deputados estaduais Naatz, Krelling, Minotto e Alba concorreram a prefeito em 2020 (Foto: Rodolfo Espínola e Solon Soares, Agência AL/Divulgação)

Mais do que a frustração de derrota nas eleições municipais, a votação dos deputados estaduais que arriscaram concorrer a prefeito acende sinal amarelo para suas próprias reeleições. Ricardo Alba (PSL), Ivan Naatz (PL), Rodrigo Minotto (PDT) e Fernando Krelling (MDB), os quatro parlamentares que enfrentaram as urnas em novembro, saíram das disputas menores do que entraram ou chamuscados pelo resultado.

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Os números mais eloquentes estão na eleição de Blumenau. O deputado estadual Ricardo Alba (PSL) ficou em quarto lugar. Recebeu 17,4 mil votos – metade que do teve na cidade quando se elegeu deputado estadual em 2018. Na época, foi o mais votado do Estado graças à Onda 17 de Jair Bolsonaro, que lhe garantiu votos em todos os 295 municípios. Um cenário praticamente impossível de se repetir, por isso a importância da consolidação de sua votação em Blumenau – o que não aconteceu.

Na mesma eleição, o deputado estadual Ivan Naatz (PL) ficou em sexto lugar, com 7,2 mil votos – menos que os 10 mil que recebeu na cidade em 2018. Na época, conquistou a vaga pelo PV, coligado ao DEM, com 14,6 mil votos. Graças à coligação leve, desenhada para conquistar uma vaga com menor votação, Naatz conquistou o mandato pelo nanico PV. Agora, no entanto, está filiado ao PL – antigo PR -, que elegeu três deputados estaduais em 2018, o menos votado deles com 26,3 mil votos. Ou seja, Naatz precisa obrigatoriamente expandir sua votação para brigar pela reeleição. Em Blumenau, pelo menos nesta eleição, ele não conseguiu.

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Os outros dois deputados estaduais que arriscaram concorrer a prefeito em 2020 têm situação menos desconfortável que os de Blumenau, mas não devem deixar de lado a cautela. Em Criciúma, Rodrigo Minotto (PDT) ficou em um decepcionante quarto lugar com 4,1 mil votos. Uma votação muito semelhante ao patamar que alcançou em 2018, quando recebeu 3,9 mil. O pedetista sempre se valeu dos votos das cidades vizinhas e continuará dependendo deles para se reeleger ao terceiro mandato, se este for o projeto. Participar da disputa em Criciúma era uma forma de ampliar a visibilidade na maior cidade da região Sul do Estado – sem sucesso. Se o plano de Minotto era tentar um voo maior, talvez precise rever.

Em Joinville, o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) teve um resultado agridoce. Favorito para uma das vagas no segundo turno, o emedebista acabou ficando em terceiro lugar – sucumbindo à ascensão de Adriano Silva (Novo) na reta final do primeiro turno. Ao mesmo tempo, Krelling conseguiu aumentar sua votação no maior colégio eleitoral do Estado em relação a 2018: de 36,8 mil para 48,8 mil.

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