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Chabu: PF conclui que informações de sete operações foram vazadas

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Por Ânderson Silva
09/12/2019 - 09h45 - Atualizada em: 09/12/2019 - 11h56
PF indiciou 17 pessoas dentro da operação Chabu (Foto: Tiago Ghizoni, Diário Catarinense)
PF indiciou 17 pessoas dentro da operação Chabu (Foto: Tiago Ghizoni, Diário Catarinense)

Dentro do relatório final da operação Chabu, a Polícia Federal (PF) traz um dado preocupante: sete operações e inquéritos policiais tiveram informações vazadas em Santa Catarina. São ações feitas pela própria PF ou pelo Ministério Público Estadual (MP-SC). A Chabu foi aberta justamente por conta de um vazamento de investigação. Segundo os agentes federais, o suposto grupo criminoso se dividia entre os núcleos político e policial.

Dentro do núcleo político estaria o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, um dos 17 indiciados. Ele nega envolvimento no grupo. Dentro da ala policial da investigação estão um delegado da PF e um agente da PRF que integrava o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP-SC. Segundo o inquérito, foram vazadas as operações Alcatraz, Emergência, Reciclagem, Garoupa e a própria Chabu, além de outras duas investigações policiais não nomeadas e que a coluna não teve acesso a mais detalhes.

A operação Alcatraz foi deflagrada no dia 30 de maio de 2019 e investiga repasse de dinheiro a agentes públicos por parte de empresas de mão de obra terceirizada que atuam no sistema prisional do governo do Estado e também fraudes em licitações que ocorreriam para compra de produtos de tecnologia também no governo estadual. Duas pessoas continuam presas.

Com mandados cumpridos principalmente no Oeste e Meio-Oeste, a operação Emergência ocorreu em agosto de 2018 para combater uma organização criminosa que fraudava a lista de espera por procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram cumpridos pelo Gaeco mandados de prisão temporária e busca e apreensão.

A Reciclagem também foi feita pelo MP-SC. Neste caso os agentes já fizeram duas fases da operação. O foco está nos contratos da coleta de resíduos para o combate a crimes como concussão, corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, advocacia administrativa, prevaricação, entre outros. Entre os investigados estão servidores públicos, empresários e pessoas ligadas ao ramo.

No caso da operação Garoupa, feita em 2015, a operação investiga um suposto esquema de favorecimento e corrupção na prefeitura de Itapema, que envolveria o pagamento de propinas para aprovação de projetos de construção civil.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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