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    Conclusão

    Polícia Federal indicia Gean Loureiro e mais 16 na Operação Chabu

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    Por Ânderson Silva
    07/12/2019 - 10h09 - Atualizada em: 07/12/2019 - 11h53
    O inquérito concluído tem 580 páginas e foi enviado ao TRF 4 (Foto: Leo Munhoz / NSC Total, BD)
    O inquérito concluído tem 580 páginas e foi enviado ao TRF 4 (Foto: Leo Munhoz / NSC Total, BD)

    A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (6) o inquérito da Operação Chabu, deflagrada em 18 de junho com foco em uma suposta organização criminosa que atuaria para atrapalhar investigações. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, um dos presos no dia da ação da PF, está entre os indiciados. O delegado Daniel Brasil Carvalho Nascimento atribuiu a eles os crimes de corrupção passiva (três vezes), organização criminosa e pelo ato de embaraçar investigação. Outras 16 pessoas também foram indiciadas, incluindo delegados da PF e da Polícia Civil, secretários da prefeitura da Capital, empresários e outros agentes públicos.

    O inquérito concluído tem 580 páginas e foi enviado ao Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4), em Porto Alegre. O relator é o desembargador Leandro Paulsen, integrante da 8ª Turma, a mesma responsável por julgar a operação Lava-Jato.

    O indiciamento de Gean Loureiro se baseia em diálogos que mostrariam o envolvimento do prefeito na indicação para cargos de pessoas ligadas a envolvidos em um esquema de vazamento de informações de operações policiais. Além disso, a PF aponta para a montagem de uma "sala segura" no gabinete do prefeito e o envolvimento de Gean em um suposto favorecimento a outro investigado em licitação feita pela secretaria de Segurança do Estado e na implantação do programa Meta21.

    Gean Loureiro reafirma inocência

    No gabinete do prefeito, onde estaria a suposta sala secreta, indicada pela Polícia Federal em relatório concluído nesta sexta-feira (6), o prefeito de Florianópolis Gean Loureiro se manifestou neste sábado (7), sobre o seu indiciamento na Operação Chabu.

    Assim como já havia informado no dia da operação, quando foi detido para prestar esclarecimentos, Loureiro afirmou inocência.

    — Não há qualquer indício que comprove meu envolvimento com os crimes que eu sou citado. Nada que eu tenha feito, como eles descrevem no relatório, caracteriza crime — afirmou.

    Antes da coletiva, à coluna, ele se disse tranquilo em relação ao indiciamento: "já esperava", afirmou. Para Gean, não há fatos novos no inquérito e a expectativa dele é pelo arquivamento no TRF4. O prefeito negou a participação em organização criminosa e indicação de pessoas para favorecer o vazamento se operações policiais e em licitações e no programa Meta21. Sobre a "sala secreta", a defesa dele se baseia no fato de que a PF não teria encontrado os equipamentos no dia da busca e apreensão.

    O inquérito divide as participações em núcleos político, onde Gean e outros quatro são indiciados, e policial, com 12 pessoas indiciadas.

    Prefeito da Capital Gean Loureiro reafirmou sua inocência em entrevista coletiva neste sábado (07).
    Prefeito da Capital Gean Loureiro reafirmou sua inocência em entrevista coletiva neste sábado (07).
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    *Com informações de Clarissa Battistella

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