A Câmara de Vereadores de Florianópolis terá a segunda CPI em andamento neste ano. Começa logo mais, às 13h, a comissão parlamentar de inquérito da Organização Social (OS) São Bento. A entidade foi contratada pela prefeitura da Capital em 2019 para administrar cinco creches. O contrato foi rompido em fevereiro de 2020 sob a alegação de que a OS apresentou documentos falsos na licitação. A denúncia partiu do Sindicato dos Servidores Municipais de Florianópolis (Sintrasem).
Após denúncias, prefeitura de Florianópolis rompe contrato com administradora de creches
A oposição faz pressão para que a CPI da OS São Bento inicie os trabalhos, mas há duas semanas as reuniões são adiadas. O relator é Roberto Katumi (PSD), que precisa apresentar um parecer prévio nesta sexta-feira. O presidente é Renato da Farmácia (PSDB). Os dois se somam a Dinho (DEM) para formar a maioria governista na comissão. Afrânio Boppré (PSOL) e Lela (PDT), idealizador da CPI, são os oposicionistas.
CPI da Zona Azul
Em paralelo, reaparece na Câmara da Capital a CPI da Zona Azul. Ela estava parada desde dezembro de 2019. A comissão investiga o contrato da prefeitura com a Dom Parking, administradora do estacionamento rotativo de Florianópolis até setembro do ano passado. Os primeiros depoimentos deram uma boa perspectiva para o futuro dos trabalhos, mas há oito meses não movimentação na CPI.
O presidente do grupo, Gui Pereira (PSC), alega que o coronavírus prejudicou a agenda e diz que entre fevereiro e março esteve afastado da Câmara, por isso não ocorreram reuniões. Nesta sexta, segundo ele, os vereadores vão decidir em conjunto os próximo passos da comissão.
Histórico de CPIs
A Câmara da Capital tem grande responsabilidade sobre as duas CPIs em andamento. No ano passado, uma outra comissão ficou abaixo das expetativas. O foco era o transporte coletivo, mas o relatório aprovado pelos parlamentares não trouxe avanços. Tanto no caso da OS São Bento como na Zona Azul há fatos a serem apurados, por isso a necessidade de foco e agilidade nos trabalhos.
