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CPI da Pandemia antecipa disputa de 2022 em Santa Catarina

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Por Ânderson Silva
30/05/2021 - 11h00
Governador de SC, Carlos Moisés, e senador por SC, Jorginho Mello
Governador de SC, Carlos Moisés, e senador por SC, Jorginho Mello (Foto: Montagem sobre fotos de: Secom SC e Divulgação)

Foi claramente proposital o movimento do senador Jorginho Mello (PL) de trabalhar nos bastidores pela convocação do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) para a CPI da Pandemia, no Senado Federal. Opositor de Moisés, Jorginho visivelmente quer confronto. Apesar de não falar publicamente sobre o assunto, o senador é um dos principais atores de reações à atual gestão do governo catarinense. Nem sempre é Jorginho o emissor das críticas, mas também outros nomes do PL, como o deputado estadual Ivan Naatz.

Jorginho responde acusação de Moisés de causar ‘factóide’ com CPI

Em nota, durante a semana, o senador disse que o pedido para a convocação de Moisés partiu do senador Alessandro Vieira (Cidadania). Mesmo assim, os bastidores apontam para o movimento do catarinense, inclusive com pedido para que investigados na compra dos respiradores sejam ouvidos na CPI do Senado. Na prática, entretanto, o depoimento de governadores como Moisés na Comissão é considerada inconstitucional por juristas.

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O movimento de convocação, mesmo assim, tem potencial para causar danos à imagem dos convocados. Por isso todo movimento sobre a ida ou não à CPI vem sendo estudado pelos governadores. Ao mesmo tempo que Moisés não vê como ruim a ideia de mostrar que foi inocentado por diferentes órgãos na compra dos Respiradores, a equipe jurídica que o acompanha enxerga como um grande risco ir contra a Constituição. Abriria um precedente, como avaliam também os demais governadores do País.

“Manobra política”, diz governo sobre convocação de Moisés pela CPI da Covid

O que fica claro cada vez mais é que o embate de 2022 está antecipado. Jorginho coloca Moisés no foco para desgastar a imagem de um governador que ainda não definiu sobre candidatura à reeleição. O grande problema de movimentos neste sentido é o desvirtuamento da CPI com motivos políticos. Como a tendência é de que a convocação do governador catarinense não mude o cenário da Comissão, servirá apenas para fins eleitorais. E isso, bem sabemos, está longe do objetivo de uma investigação do enfrentamento fracassado do Brasil à pandemia.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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