Três meses depois da morte do cão Orelha, em Florianópolis, o caso ganha um novo episódio. Nesta quinta-feira (9), o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) vai oficializar o pedido de uma nova diligência à Polícia Civil de Santa Catarina. O promotor responsável pelo caso Orelha pedirá uma ação específica aos investigadores, mas ainda não há detalhes sobre o requerimento.
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A coluna apurou que os pedidos reiterados de novas provas indicam a necessidade de materiais mais robustos para que haja uma conclusão. Um dos caminhos, diante da falta de provas, pode ser o arquivamento do caso.
Diferentes fontes ouvidas pela coluna indicam que este novo pedido de diligência aponta para um arquivamento do caso diante da falta de provas.
Pedido de diligências é o segundo do MP-SC no caso Orelha
Orelha foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que ele foi vítima de agressão, e a polícia apura o envolvimento de adolescentes. Adultos, parentes dos jovens, foram indiciados por coação.
Este será o segundo pedido de diligências por parte do MP-SC. Em 12 de fevereiro deste ano, a promotoria já havia requisitado 35 novas provas à Polícia Civil. As respostas foram enviadas no final de fevereiro. Desde então, há expectativa por um posicionamento do MP.
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A expectativa no MP é que até o final deste mês haja a conclusão da análise das investigações que foram feitas pela PC-SC.
Laudo do cão Orelha não apontou ação humana
O laudo pericial feito em fevereiro após a exumação do cão Orelha não encontrou fraturas ou lesões no esqueleto que pudessem ter sido causadas por ação humana. A análise da Polícia Científica, acessada com exclusividade pela NSC TV, não permitiu afirmar qual a causa da morte do animal, que ocorreu no começo de janeiro deste ano.
“Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio, em região esquerda, na qual já foi discutido […] que há compatibilidade de ter havido ação traumática por instrumento contundente”, diz a análise.
Caso Orelha repercute desde janeiro
Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro por moradores. Ele foi levado ao veterinário, mas, devido aos ferimentos, não resistiu. O veterinário Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, contou que o animal tinha lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação.
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Segundo a Polícia Civil, Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Ao todo, oito adolescentes chegaram a ser investigados ao longo do processo.
O NSC Total e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”.







