Com embarque marcado para este sábado (17) e retorno no dia 25 de fevereiro, um domingo, em uma missão aos Emirados Árabes, o governador Jorginho Mello (PL) mudou os planos. Ele retornará um dia antes para o Brasil. E a mudança tem um motivo específico: o ato marcado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo, justamente no dia 25. Como Jorginho não chegaria a tempo de ir à Avenida Paulista, o governador confirmou que remarcou a passagem de volta para o dia 24, sábado.

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Nos últimos dias, o catarinense tem sido pressionado de diferentes formas por bolsonaristas. Seja nas redes sociais ou por interlocutores, o governador recebeu pedidos para que estivesse em São Paulo no evento que simboliza um apoio a Bolsonaro pela recente operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o ex-presidente e pessoas próximas a ele.

Além disso, outros nomes catarinenses começaram a se mobilizar para estar na Avenida Paulista. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que antagoniza o bolsonarismo com Jorginho em Santa Catarina, chegou a receber uma ligação do ex-presidente da República após confirmar que irá a São Paulo no dia 25 de fevereiro.

Com a decisão tomada, o governador comprova que ainda se sente sob a necessidade de comprovar fidelidade a Bolsonaro, mesmo que isto gere um mudança em agenda de gestão do Estado no exterior.

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