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"Sextorsão" faz vítimas diárias em Santa Catarina mesmo após alertas

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Por Ânderson Silva
12/07/2021 - 07h29 - Atualizada em: 12/07/2021 - 14h23
WhatsApp é usado para a "sextorsão" ou "golpe do nudes"
WhatsApp é usado para a "sextorsão" ou "golpe do nudes" (Foto: Divulgação)

Investigado desde o ano passado, o golpe do "sextorsão" tem feito vítimas diárias em Santa Catarina. Há casos em que as vítimas perderam em torno de R$ 40 mil para os criminosos. Investigações são feitas pela Polícia Civil em diferentes regiões catarinenses. Os indícios são de que os bandidos agem de dentro de presídios, sendo grande parte unidades do Rio Grande do Sul. Na prática, o golpe consiste na abordagem a homens por redes sociais para a troca de "nudes". Depois disso, as vítimas são ameaçadas de divulgação das fotos íntimas, o que leva ao pagamento de valores exigidos pelos bandidos com base em diferentes alegações.

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Em abril deste ano, a Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol) divulgou um alerta de que nomes de delegados de SC estavam sendo usados por bandidos durante os golpes. Isso porque há um roteiro constante em todas as ações. Ele começa com as mensagens trocadas em redes sociais, em que supostas mulheres enviam recados a homens com um perfil específico: casados, mais velhos e com recursos aparentes. Quando as vítimas respondem e dão continuidade ao papo, inicia o crime também chamado de "golpe do nudes".

Um delegado ouvido pela coluna diz que o primeiro passo para o sucesso dos criminosos é quando o diálogo sai de redes sociais como o Facebook e vai para o WhatsApp. Ali, a suposta mulher envia faltas íntimas falsas e atrai o homem a fazer o mesmo. Dias depois, surge um terceiro na conversa se dizendo familiar da suposta moça. Ele alega que a mulher era menor de idade e passa a exigir dinheiro para não divulgar as fotos íntimas do homem ou levar o caso à polícia.

A vítima faz, então, o primeiro pagamento. Mas não é o único: depois vêm mais extorsão dos bandidos. Eles inventam mais contextos como o contato de um suposto delegado e até de um promotor, que exigem dinheiro para não levar o caso à frente. Acuados pelo medo da divulgação das fotos e até da suposta relação extraconjugal, os homens pagam os valores até ficarem sem opção. Diante disso, procuram a polícia.

Investigação em Ascurra levou à condenação

Um dos casos investigados pela Polícia Civil no começo de 2021 terminou em condenação dos suspeitos, na última semana. A vítima era de Ascurra, no Médio Vale do Itajaí. Os quatro integrantes do bando receberam penas somadas de 27 anos de prisão. Segundo a investigação, eles atuavam de Porto Alegre (RS) e Viamão (RS).

Alerta

Fontes ouvidas pela coluna alertam que os homens não devem dar atenção às mensagens suspeitas recebidas em redes sociais. Os casos devem ser repassados à Polícia Civil.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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