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Análise política

Crise no governo Bolsonaro é culpa do ministro da Educação

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Por Carolina Bahia
15/05/2019 - 20h02 - Atualizada em: 23/05/2019 - 20h26
Abraham Weintraub (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

A estratégia da corda esticada colocou o ministro da Educação em uma situação de desgaste e exposição desnecessária, criando mais uma crise no governo Bolsonaro. Convocado pelo plenário da Câmara, em uma votação em que líderes partidários aproveitaram para mandar recado ao Planalto.

Abraham Weintraub foi obrigado a enfrentar as perguntas da oposição, a desorganização dos aliados e a indiferença dos partidos do centrão. Enquanto isso, manifestantes faziam atos pela educação em todo país.

Uma situação adversa para o governo que não foi provocada pela oposição, pelo fantasma de comunistas ou pela chamada velha política. Foi a falta de habilidade política do ministro, empacotada por ressentimentos e ideologias, que levou estudantes e professores às ruas.

Se Weintraub tivesse anunciado o congelamento de recursos dentro da rotina de um orçamento apertado, abrindo um debate maduro para o que o Brasil considera prioridade na educação, a reação seria outra. Mas ele acusou as universidades federais de balbúrdia e de abrigarem pessoas peladas. Foi o estopim para que os estudantes saíssem às ruas.

Em mais uma atitude equivocada, lá dos Estados Unidos, Bolsonaro xingou os manifestantes de idiotas. A história recente ensina que menosprezar protestos nunca acaba bem. O presidente está brincando com o perigo. O Ministério da Educação é o mais importante da Esplanada, mas Bolsonaro o negligenciou.  

Como foi a participação do ministro na Câmara:

Testa de ferro 

Não custa lembrar que o autor do requerimento para convocar o ministro Abraham Weintraub, é aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado Orlando Silva (PCdoB-RJ) é amigo pessoal de Maia e frequentador assíduo da residência oficial. Difícil não ter a digital de Maia nessa convocação, mostrando para o Planalto que ele segue com o plenário na mão. 

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Versões 

Líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO) quer convocar o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para que ele explique mais uma saia-justa. Onyx disse que os líderes se confundiram ao afirmar que Bolsonaro iria rever cortes na educação. Líder do Novo, Marcel Van Hattem contou à coluna que o presidente ligou do próprio celular para o ministro da Educação e repassou a boa nova, desmentida em seguida por Onyx. 

Frase

"São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil."

Do presidente Jair Bolsonaro ao falar sobre as manifestações no país e afirmar que a maioria é militante.

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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