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    A estupidez humana

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    César
    Por César Seabra
    25/07/2020 - 05h00
    A estupidez humana
    A estupidez humana. (Foto: Montagem sobre foto: Ben Ami Scopinho, NSC)

    Angustiado, sem compreender as motivações das loucuras executadas pelo criminoso Coringa, Batman ouve do mordomo Alfred, em “Cavaleiro das Trevas”:

    – Algumas pessoas só querem ver o mundo arder.

    Pois é exatamente o que sinto quando se vê o descaramento de certos seres humanos num momento decisivo da luta contra a Covid-19. A cara de pau e a insensatez não têm limites.

    Muitos só querem ver o mundo arder. Ou como diriam nossas avós, querem ver o circo pegar fogo. E vulgariza-se a vida. E banaliza-se a morte. São todos números. Tudo passa, tudo sempre passará. Lá na frente a gente esquece. Só que não. Lá na frente a História, com H maiúsculo, vai mostrar quem fez o quê durante esta pandemia. Quem esteve do lado certo e do lado errado nesta guerra assustadora.

    O desembargador sem máscara que desacata um guarda municipal em Santos. Um casal que humilha outro guarda municipal no Rio (“Cidadão não, engenheiro civil formado, melhor que você”). O pobre saxofonista no shopping de Blumenau (ele sempre lembrará aquela bandinha do “Titanic”). A bailarina presa numa festinha em Balneário Camboriú. A balada num bar montado dentro do pet shop. O churrasquinho na laje. Os bares cheios. As praias lotadas. A festa junina com participação do governador. Os incontáveis maus exemplos dados pelo presidente da República a todos os brasileiros. Os loucos apegados ao uso de remédios contra piolhos e dores de barriga. Os malucos defensores de que isso tudo é-somente-uma-gripezinha-que-matou-apenas-80-mil-pessoas. Ufa, vamos parar por aqui.

    Quando tudo isso começou no Brasil, quase cinco meses atrás, tínhamos a ignorância, o desconhecimento, as dúvidas, os medos. A ação veio depois – desconectada, desencontrada, bagunçada, desorganizada, repleta de sinais trocados. Como se pode ter, a esta altura, gente a negar o tamanho da matança em todo o mundo? Como se pode, ainda, reduzir a doença, ignorar os números, desacreditar e debochar do conhecimento científico? A boçalidade nunca é uma bênção.

    Vejo tudo isso, reflito, mergulho no âmago do meu eu – e lá vejo tudo de bom e de ruim que carrego, alegrias e algumas atitudes que jamais me trarão orgulho. Mas diante da estupidez humana que se descortinou com a Covid-19, chego à conclusão de que sou um cidadão do bem. E que estou do lado certo da Humanidade.

    E se abrimos com Batman, fechamos com Albert Einstein. O grande físico e humanista alemão disse:

    – Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta.

    Sem mais delongas...

    > E daí?

    Ou muda ou cai

    Carlos Moisés saiu do anonimato para o estrelato pregando a nova política – nada mais, nada menos se manter distante dos velhos políticos. Agora, completamente isolado e vendo o governo derreter, vai precisar mudar de estratégia, no discurso e na prática. Precisa arrumar o seu centrão. Ou correrá o enorme risco de sofrer o impeachment na Assembleia Legislativa.

    O preço da bagunça

    Santa Catarina vive o pior momento da pandemia. Médicos dizem que até o fim de agosto tudo vai piorar. Tecnicistas afirmam que o número de mortes poderá até triplicar. A conta chegou. É alta. É o preço que se paga por tanta falta de coordenação e omissão.

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