A Polícia Federal investigará se há relação entre um barco brasileiro, que foi abordado na costa da África pela marinha francesa carregado com 4,5 toneladas de cocaína, e grupos que operam rotas semelhantes usando embarcações de pesca a partir de Santa Catarina. A droga encontrada no barco está avaliada em 150 milhões de euros, o equivalente a mais R$ 800 milhões.

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O barco vinha sendo monitorado e a interceptação ocorreu no dia 30 de novembro no Golfo da Guiné, costa do Senegal. Foi interceptado pelo porta-aviões anfíbio francês Tonerre, que tem mais de 200 tripulantes militares. Um avião Falcon 50 e dois helicópteros auxiliaram na abordagem.

A informação sobre a apreensão só foi divulgada dias depois pela imprensa francesa, que relatou detalhes sobre o barco. A rede RFI disse se tratar de um rebocador, uma embarcação de 21 metros – relativamente pequena, do tamanho de um barco de pesca. Rebocadores desse tipo são usados nas atividades de apoio às plataformas de petróleo, e navegam longas distâncias sem dificuldade. A droga estava escondida em bolsas, no interior da embarcação.

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O modus operandi é similar ao tráfico internacional com barcos da pesca industrial de longo curso. No início do ano, a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha com base na região de Itajaí e Florianópolis que vinha atuando no transporte de cocaína para a costa da África.

Desta vez, a PF não informou detalhes como de onde o rebocador saiu, quantos tripulantes havia e onde estão. Apenas que ficaram sob cuidados da marinha francesa.

A Polícia Federal informou que a operação ocorreu em uma ação de cooperação policial internacional coordenada com a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos, a Agência Nacional de Crime (NCA), do Reino Unido, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol), o Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N) e autoridades da França.

A cocaína foi destruída no próprio barco. Segundo a rede RFI, a polícia local não informou detalhes a respeito.

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