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    Santa Catarina tem Carnaval de praias lotadas e colapso na saúde

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    Por Dagmara Spautz
    15/02/2021 - 15h16 - Atualizada em: 15/02/2021 - 16h18
    Segunda-feira de Carnaval em Santa Catarina; região Oeste enfrenta colapso na saúde
    Segunda-feira de Carnaval em Santa Catarina; região Oeste enfrenta colapso na saúde (Foto: Luiz Carlos Souza)

    As praias de Santa Catarina amanheceram lotadas nesta segunda-feira de Carnaval. É o caso de Balneário Camboriú, onde imagens registradas pelo repórter cinematográfico Luiz Carlos Souza, da NSC TV, mostram um mar de guarda-sóis.

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    A movimentação é positiva para o setor do turismo, castigado pela pandemia. Mas as imagens de um feriadão ‘quase normal’ no Litoral contrastam com a explosão de casos de Covid-19 no Oeste do Estado, que já transferiu mais de 100 pacientes por falta de leitos de UTI.

    A situação é dramática, e isso ficou muito claro na fala do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, quando ele disse que nem com R$ 1 milhão no bolso é possível a um cidadão conseguir uma vaga de terapia intensiva na cidade.

    Carnaval em Santa Catarina
    Carnaval em Santa Catarina
    (Foto: )

    A situação do Oeste já chama atenção de todo o país, mobilizou um Gabinete de Crise do Governo do Estado e deveria acender o alerta para toda Santa Catarina, onde o índice de ocupação das UTIs voltou ao perigoso patamar médio de 80% no fim de semana.

    A região Sul de SC, que vinha em situação relativamente confortável, voltou a crescer nos índices de ocupação nos últimos dias. Planalto Norte, Grande Florianópolis, Meio Oeste e Serra estão acima da média estadual.

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    Apesar disso, não temos controle de fronteiras ou acompanhamento de circulação entre as regiões, por exemplo – medida recomendada por especialistas para ajudar a conter novos picos de transmissão. A medida seria importante no momento em que uma nova variante, mais transmissível, circula no país.

    O esforço de fiscalização também parece deficiente. O Carnaval pode ter sido ‘cancelado’ oficialmente pelo Estado, mas os foliões não tiveram dificuldade alguma para encontrar festas que, em tese, estão proibidas. Falta adesão até ao uso obrigatório de máscaras, o que aponta para falta de controle e de comunicação.

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    O caos do Oeste é um lembrete e uma prova de que, enquanto não tivermos vacinação em massa, o vírus continuará sendo uma ameaça grave ao sistema de saúde. Não é hora de baixar a guarda.

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