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Ciclone subtropical se forma no Sul do Brasil; vídeo explica o fenômeno

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Puchalski
Por Puchalski
15/02/2021 - 09h14 - Atualizada em: 15/02/2021 - 21h34
Satélite ciclone bomba santa catarina
Satélite mostra ciclone bomba, em julho de 2020, em Santa Catarina (Foto: Reprodução)

Ao longo desta semana, teremos um ciclone subtropical no oceano mais ou menos na altura do Rio Grande do Sul que irá chamar atenção não por seus impactos, mas por ser algo atípico. Pelo menos, o fenômeno não é frequente e tende a ser mais raro no Sul do Brasil. 

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Segundo os dados meteorológicos, o ciclone subtropical na Região Sul está localizado no mar na altura do Rio Grande do Sul. Neste momento, o ciclone está classificado como uma depressão subtropical. 

O ciclone subtropical que está no mar gaúcho, portanto, não deve trazer influência para Santa Catarina. Isso porque já está na altura do território gaúcho e a previsão de deslocamento é em direção a altura da Argentina até o final da semana. Mesmo assim, os impactos do fenômeno serão sempre em alto mar. 

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Entenda a diferença entre o ciclone subtropical e os outros tipos

Conheça os tipos de ciclones

Antes de trazer informações desse ciclone da semana é importante destacar que temos basicamente três tipos de ciclones:

Ciclones Extratropicais

Os mais comuns na região de Santa Catarina. Estão associados as frentes frias, ou seja, o deslocamento deles é o da frente. Numa imagem de satélite ele aparece como nuvens em espiral, como na imagem abaixo. O Centro do ciclone (onde tem o "olho") é frio.

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Ilustração de um ciclone numa imagem de satélite
Ilustração de um ciclone numa imagem de satélite
(Foto: )

Ciclones Tropicais

São sistemas únicos, ou seja, se deslocam sem estarem associados a outros sistemas. Se alimentam de águas quentes. O vento que provocam são próximos do olho. A medida que vão se intensificando trocam de nome: depressão tropical, tempestade tropical, furacão. O centro do sistema, o olho, é quente.

Ciclones Subtropicais

Também são sistemas únicos e se alimentam de águas quentes, porém com temperatura menor que os tropicais. Os ventos que provocam atingem regiões mais distantes do centro. A medida que vão se intensificando trocam de nome: depressão subtropical e tempestade subtropical. O centro do sistema, o olho, é quente em superfície e frio em altitude.

depressão subtropical no oceano no sul do brasil
Depressão subtropical no oceano no Sul do Brasil
(Foto: )

Como os ciclones ganham nomes

Os ciclones tropicais e os ciclones subtropicais podem receber nomes. Isso acontece, quando os ciclones são avaliados e entram na classificação de tempestade.

Quando ocorre de o ciclone - seja tropical ou subtropical - ser classificado como tempestada, os fenômenos já recebem nomes dados por orgãos oficiais. No caso do Brasil, os nomes dos ciclones que acontecem em território nacional são registrados pela Marinha.

Carta sinótica da Marinha mostrando a classificação atual do ciclone
Carta sinótica mostrando a classificação atual do ciclone subtropical no RS
(Foto: )

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Leandro Puchalski

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Leandro Puchalski é o meteorologista da NSC Comunicação. Explica como os fenômenos climáticos impactam na vida dos catarinenses.

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Leandro Puchalski é o meteorologista da NSC Comunicação. Explica como os fenômenos climáticos impactam na vida dos catarinenses.

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