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    Cruzeiros movimentaram R$ 2,2 bilhões no Brasil no último verão

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    Por Dagmara Spautz
    27/09/2020 - 09h07
    Navio de cruzeiro em Balneário Camboriú
    Navio de cruzeiro em Balneário Camboriú (Foto: Paulo Silvio Pereira, Divulgação)

    O estudo sobre os impactos econômicos da temporada de cruzeiros, que é produzido anualmente pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia) em parceria Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a atividade movimentou R$ 2,24 bilhões no país no último verão. É 7,6% a mais do que na temporada anterior, e o índice poderia ser ainda maior, já que os cruzeiros foram interrompidos no Brasil em março devido à pandemia.

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    O levantamento inclui gastos diretos, indiretos e induzidos das companhias marítimas, assim como os gastos de cruzeiristas e tripulantes – inclusive o pagamento de taxas e impostos, que somou R$ 296 milhões.

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    Se considerados apenas os gastos doa viajantes, a média foi de R$ 557,32 por pessoa, a cada escala. Santa Catarina tem três cidades no roteiro regular – Itajaí, Balneário Camboriú e Porto Belo – que têm a economia diretamente impactada pelo gasto dos cruzeiristas e tripulantes.

    Na costa brasileira, os setores mais beneficiados são o comércio varejista, com impacto de R$ 335,2 milhões, seguido por alimentos e bebidas (R$ 333,4 milhões), transporte antes ou depois da viagem (R$ 177,8 milhões), passeios turísticos (R$ 146 milhões), transporte nas cidades visitadas (R$ 71,3 milhões) e hospedagem antes ou após o embarque no cruzeiro (R$ 46,4 milhões).

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    O Índice de Alavancagem Econômica (IAE), que leva em relação entre a movimentação econômica total do setor na temporada, e os gastos das armadoras, indica que para cada R$ 1 gasto pelas armadoras, foram movimentados na economia brasileira R$ 4,63.

    Temporada atípica

    Os dados demonstram a recuperação e a tendência de crescimento do setor de cruzeiros no Brasil, que terá um verão atípico. O descontrole da pandemia, aliado à crise econômica, fez com que algumas empresas decidissem suspender temporariamente as atividades no país.

    A espanhola Pullmantur foi a primeira a fazer o movimento, já que entrou em recuperação judicial na Europa. Este mês, a italiana Costa Cruzeiros também anunciou o cancelamento de todos os cruzeiros que operaria na próxima temporada na América do Sul.

    As desistências representam, para Santa Catarina, cerca de 30 escalas a menos em Balneário Camboriú, Porto Belo e Itajaí. Isso significa que cerca de 100 mil passageiros deixarão de visitar o estado a bordo dos transatlânticos – o que representa uma perda estimada de R$ 50 milhões que seriam injetados na economia.

    As empresas têm intenção de retomar os cruzeiros no Brasil na temporada 2021-2022. A Costa já abriu, inclusive, a venda antecipada de roteiros – uma forma de garantir o retorno. A sinalização é importante para o turismo brasileiro, e especialmente para o mercado catarinense, que vinha ampliando o número de receptivos.

    O Estado já tem um home port, em Itajaí, que é ponto de partida para viagens da MSC pela América do Sul. Cidades como Florianópolis e Penha pretendem entrar no roteiro de escalas no Estado – por enquanto, os planos foram adiados.

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