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    Ex-PM preso em Itajaí era operador financeiro de tráfico internacional e tinha carro de R$ 300 mil, diz PF

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    Por Dagmara Spautz
    12/08/2020 - 14h29 - Atualizada em: 12/08/2020 - 14h38

    O ex-policial militar da Bahia que foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12) em Itajaí, é suspeito de ser o operador financeiro de uma quadrilha especializada em enviar drogas para a Europa e a Ásia. Ele vivia em um apartamento de alto padrão na Praia Brava, um dos bairros com o metro quadrado mais caro da região.

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    As informações são do delegado Fábio de Araújo Marques, da PF baiana, que coordenou as investigações. Com o ex-PM foram apreendidas drogas sintéticas e um Land Rover, avaliado em cerca de R$ 300 mil.

    — O veículo destoava, é de um valor muito superior aos ganhos que ele teve como policial militar – afirma.

    O delegado diz que o ex-policial tinha histórico de irregularidades na Polícia Militar da Bahia, o que o levou à exoneração. Ele passou a viver em Santa Catarina, e suas movimentações financeiras chamaram atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    O chefe da organização foi preso nesta quarta no Sergipe. Os 12 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão foram cumpridos na Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina. A Interpol ficou responsável pelo cumprimento de três mandados de prisão no exterior, dois na Espanha e um na Tailândia.

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    De acordo com o delegado Marques, toda a logística de operação do grupo criminoso era feita pelo Whatsapp. A quadrilha se intitulava uma "empresa" do tráfico internacional, e afirmava ser a segunda maior em operação.

    Olossá

    A operação, batizada de Olossá, foi deflagrada nesta quarta pela PF da Bahia em parceria com a Interpol. As investigações começaram no ano passado, depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima. O grupo criminoso aliciava "mulas", pessoas que recebiam R$ 20 mil para transportar drogas em voos para a Tailândia e para países europeus, escondida em malas de viagem.

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