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Opinião

Fanatismo na política vai engolir a democracia

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Por Dagmara Spautz
11/07/2022 - 17h07
Momento em que Marcelo Arruda é assassinado no Paraná
Momento em que Marcelo Arruda é assassinado no Paraná (Foto: Reprodução)

A morte do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, assassinado em frente à família e aos amigos em sua festa de aniversário de 50 anos, é o ápice de uma escalada de violência que ganhou força ao longo das últimas semanas. Primeiro foram o drone e a bomba com excrementos, depois o ataque ao carro do juiz que decretou a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os especialistas já vinham alertando para o risco de que, mais cedo ou mais tarde, as ações tivessem um resultado fatal.

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Não estamos em situação de normalidade. Caso contrário, não teríamos os principais candidatos viajando o país usando coletes a prova de balas, a menos de três meses das eleições. Tanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi vítima de um atentado na campanha de 2018, quanto o ex-presidente Lula (PT) – que resistia, mas foi convencido da necessidade de aumentar a própria segurança – utilizam o equipamento. Isso não é esperado em um país que está em paz.

A dissidência política e o convívio com opiniões divergentes estão entre os valores indissociáveis da democracia. O oposto disso é a negação do direito à diferença - a desumanização do adversário. É essa desumanização, esse desprezo à vida, o que explica como um pai de família mata outro por razões políticas.

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É necessária ação institucional exemplar para que o caso de Foz do Iguaçu não seja o estopim de novas tragédias. Os partidos que integram a campanha do ex-presidente Lula estão propondo um gesto de paz entre os candidatos. Seria uma sinalização importante para amenizar o clima belicoso que paira no ar.

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Para o presidente, a hora é de condenar veementemente a violência. O discurso de “metralhar a petezada” e a pregação messiânica de luta do “bem contra o mal” autorizam a ação dos fanáticos e podem levar ao descontrole. E a campanha ainda nem começou.

O fanatismo, estimulado e armado, ameaça a democracia e faz de qualquer cidadão uma vítima em potencial, direta ou indiretamente. É o mesmo que viver na barbárie.

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