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    Luciano Hang nega fake news contra STF; empresário deve prestar depoimento

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    Por Dagmara Spautz
    27/05/2020 - 10h40 - Atualizada em: 27/05/2020 - 11h34
    Luciano Hang (foto: Anselmo Cunha, Especial)
    Luciano Hang (foto: Anselmo Cunha, Especial)

    O empresário Luciano Hang fez uma “live”, um vídeo ao vivo nas redes sociais, para falar sobre a apreensão de seu celular e seu computador pessoal pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (27). O mandado de busca faz parte do “inquérito das fake news”, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura a divulgação de notícias falsas e ameaças contra membros da Suprema Corte.

    Hang afirmou que não tem envolvimento com a divulgação de fake news e defendeu a independência dos poderes.

    “Sei o quanto é importante a independência dos poderes, que tenham autonomia. O que eu penso, coloco nas minhas redes sociais. Jamais atentei contra ministro ou contra o STF”, disse.

    O empresário disse que publica em seus perfis nas redes sociais sua visão política. E defendeu a liberdade de expressão. “Temos os fatos e várias versões. Sempre tento levar aos brasileiros o meu pensamento, a minha versão dos fatos”, afirmou.

    Hang disse que seu celular, apreendido pela polícia, provará que ele diz a verdade. Ele também será chamado para prestar depoimento – detalhes sobre data e local não foram divulgados.

    Rio Grande do Sul

    A PF esteve na sede da Havan, em Brusque, e em dois endereços residenciais, em Brusque e Balneário Camboriú. Ainda pela manhã, o empresário viajou para o Rio Grande do Sul, onde inaugura uma nova loja nesta quinta-feira (28).

    O foco da operação são disseminadores e patrocinadores de divulgação de fake news. O inquérito é polêmico e não é consenso entre juristas, porque não seguiu os ritos normais.

    A instauração ocorreu sem pedido de autoridade policial, e a escolha do relator, ministro Alexandre de Moraes, não passou por sorteio. O Supremo defende a legalidade da investigação e afirma que o órgão que pode apurar crimes em que esteja envolvido.

    O STF não comentará a operação nesta quarta.

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