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    Morto por envenenamento, cão comunitário Orelha emociona ao ‘dizer adeus’

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    22/09/2020 - 19h05 - Atualizada em: 22/09/2020 - 19h56
    Orelha foi morto envenenado
    Orelha foi morto envenenado (Foto: Reprodução Instagram)

    Uma das figuras mais conhecidas da Praia Brava, em Itajaí, foi vítima de um crime cruel nesta terça-feira (22). Orelha, um cão comunitário muito querido no bairro, morreu no fim da manhã com sintomas de envenenamento. As suspeitas são de que ele tenha ingerido algum alimento contaminado com produto tóxico.

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    A morte de Orelha mobilizou a Praia Brava. Pouco antes de morrer, o cãozinho estava na companhia de Berlim, cão comunitário de Balneário Camboriú que ganhou fama nacional por ‘furtar’ pet shops. As suspeitas eram de que Berlim também tivesse sido envenenado.

    Ele foi encontrado, durante a tarde, caminhando no Morro do Careca. Voluntários o levaram a um veterinário, para garantir que ele esteja bem de saúde.

    Orelha era cão comunitário
    Orelha era cão comunitário
    (Foto: )

    Orelha, companheiro de aventuras de Berlim, deixará saudades na Praia Brava. Ele viveu livre e feliz pelo bairro, onde conhecia cada esquina. Tinha abrigo, comida e carinho.

    Recentemente, Orelha havia ganhado de presente uma coleira com identidade, igual à do amigo Berlim. Ali dizia que era um cão comunitário, habituado às ruas, e havia o telefone de um responsável. Foi Leonardo Espíndola, o empresário tutor de Berlim, quem fez a identificação para o Orelha.

    O cãozinho era tão bem quisto, que tinha até perfil no Instagram. As postagens faziam campanha contra os maus tratos e pela adoção de vira-latas, como ele. A última publicação, nesta terça-feira, é uma emocionante mensagem de adeus.

    “Hoje vcs não me encontrarão nos rolê de sempre, nem correndo atrás dos brothers na rua, nem pulando nos parças. Hoje eu vou dormir numa nuvem quentinha, cheio de amiguinhos peludos como eu. Aqui as coisas são diferentes, já me disseram. Aqui não tem maldade (...) Me guardem em seus corações, assim como eu vou guardar vocês no meu”.

    A comunidade está mobilizada, junto com a Polícia Militar, para descobrir quem fez mal a Orelha. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de prisão para quem envenenar animais.

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