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    O que esperar da visita de Bolsonaro a Santa Catarina

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    Por Dagmara Spautz
    03/07/2020 - 08h33 - Atualizada em: 03/07/2020 - 09h12
    Presidente Jair Bolsonaro
    Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Evaristo SA/ AFP) (Foto: Evaristo SA/ AFP)

    O presidente Jair Bolsonaro visitará Santa Catarina neste sábado (4), para sobrevoar as áreas mais atingidas pelo ciclone bomba que provocou estragos esta semana. Nesta sexta, os detalhes da visita presidencial serão definidos junto com o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, que chega a SC pela manhã para avaliar os prejuízos.

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    O deputado federal Daniel Freitas (PSL), que preside o Fórum Parlamentar Catarinense, está em contato como cerimonial do Palácio do Planalto para a definição da agenda de Bolsonaro. A comitiva do presidente deve incluir o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seiff Junior, que é de Itajaí.

    A princípio, duas aeronaves oficiais da Presidência da República trarão o grupo. Por enquanto, não há previsão de reunião no Estado – Bolsonaro deve fazer o sobrevoo em algumas cidades, e seguir viagem. Mas isso ainda pode ser alterado.

    O que já se sabe é que o presidente não poderá ser recebido pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL), que está com Covid-19, em isolamento. A tendência é que as “honras da casa” sejam feitas pela vice-governadora, Daniela Reinerh.

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    Bolsonaro já fez outras ações semelhantes em situações graves vividas em outros estados. Em janeiro, por exemplo, após uma grande enchente atingir a região Sudeste, o presidente sobrevoou cidades de Minas Gerais. Em seguida, reuniu-se com autoridades locais para anunciar a liberação de recursos para mitigar os efeitos causados aos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    A expectativa é que a visita presidencial também resulte em um anúncio de verbas para recuperar os danos causados pelo ciclone em Santa Catarina. O cenário econômico, no entanto, é diferente do início do ano. A pandemia minou os recursos e fez o governo apostar em políticas públicas como o saque emergencial de FGTS, que seria uma saída para ajudar as famílias em dificuldade no Estado neste momento.

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    Apesar do contexto, a vinda de Bolsonaro é um aceno de que o governo federal está disposto a prestar auxílio e pode ajudar o Estado. Inclusive no que depender de aprovação do Congresso. Toda ajuda será bem-vinda: o ciclone causou nove mortes em SC e deixou um rastro de destruição.

    Pode-se dizer que esta será a segunda visita oficial de Bolsonaro a SC como ação de governo. No ano passado, o presidente esteve em Florianópolis, em outubro, na Academia Nacional da Polícia Rodoviária Federal (ANPRF). Antes disso, em maio, participou da abertura do Congresso dos Gideões, em Camboriú – mas a agenda tinha um caráter mais “social”, de aceno aos evangélicos que formam uma base importante do eleitorado bolsonarista.

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