O início do ano legislativo na Alesc teve clima de boas-vindas e afagos entre os deputados e o governador Jorginho Mello (PL) – mas não faltaram alfinetadas decorrentes de duas decisões do Executivo: a indicação direta de diretores nas escolas e o posicionamento do governador Jorginho Mello nas redes sociais desobrigando a vacinação de crianças contra Covid-19 para matrículas na rede escolar.

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Os dois assuntos – saúde e educação – foram o foco do primeiro embate direto entre PT e o Governo do Estado em 2024.

A principal cobrança veio da deputada Luciane Carminatti (PT), que falou em responsabilidade do governador e de prefeitos que foram às redes sociais se posicionar contra a obrigatoriedade da vacina. Também criticou a mudança no decreto para criar uma “brecha” para indicação de diretores, que se concretizou em quase metade das escolas.

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– Se o voto de pais, alunos e professores não foi suficiente para garantir a eleição de diretores, como a busca por votos pode ter um peso tão grande que coloque em risco a saúde de crianças, professores e servidores nas escolas? – questionou.

Na questão dos diretores, Santa Catarina passou a ser o único do Sul do Brasil com indicação. Segundo o relatório de Política Educacional “Seleção e formação de diretores”, Santa Catarina estava entre os 15 estados do país com eleição e entre os nove que exigiam plano de gestão para os candidatos.

A mudança é defendida pelo governo, em especial pela Secretaria de Educação, como forma de estimular maior participação da comunidade escolar na escolha dos diretores.

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