Lideranças bolsonaristas em Santa Catarina acompanham à distancia os desdobramentos da Operação da PF que chegou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), proibido de deixar o país, e ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, preso em flagrante com uma arma.

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A maior parte da bancada catarinense do PL não havia se manifestado nas redes sociais até o fim da manhã. O governador Jorginho Mello também não se pronunciou até agora.

A coluna apurou, no entanto, que o partido não acredita em prejuízo ao bolsonarismo. Pelo contrário: fontes do PL acreditam que a ofensiva sobre Bolsonaro pode aumentar a convicção dos bolsonaristas. “Quanto mais ele apanha, mais cristaliza um sentimento de perseguição”, disse uma fonte.

Há uma preocupação maior, no entanto, em relação à inclusão de Valdemar Costa Neto nas investigações, que surpreendeu aliados. Até então o PL, enquanto partido, era blindado de relações diretas com os atentados de 8 de Janeiro.

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Segundo o G1, a PF descobriu que o PL teria sido usado para financiar a narrativa de ataque às urnas eletrônicas, minando a confiança no sistema eleitoral.

Um ponto que preocupa lideranças bolsonaristas é que o despacho do ministro Alexandre de Moraes, que resultou na operação desta quinta-feira, proíbe Bolsonaro de manter contato com qualquer um dos investigados – o que, agora, inclui o próprio presidente do PL.

Há uma leitura nos bastidores de que isso pode atrapalhar os planos do partido para eleger um número recorde de prefeitos nas próximas eleições municipais – inclusive em Santa Catarina, onde o PL tem a meta ousada de chegar a mais de 100 prefeituras. Até então, a estratégia era discutida em conjunto entre Bolsonaro e Valdemar, que agora não poderão se comunicar.

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