A Justiça Militar colocou em “sigilo nível cinco” – o mais alto grau de confidencialidade – o processo que levou à prisão preventiva o sargento da Polícia Militar Tadeu José de Andrade, em Itajaí. O policial teria comandado a operação que expulsou da cidade pessoas em situação de rua na madrugada de 31 de outubro. O caso ganhou repercussão nacional.

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Preso desde a última sexta-feira (10), o sargento passou por audiência de custódia no fim da tarde de segunda (13). Na audiência, não foi avaliada a necessidade de manutenção da prisão – apenas questões técnicas e a integridade física do preso.

O motivo é que, embora a prisão tenha sido determinada pela Vara de Direito Militar, em Florianópolis, a audiência de custódia foi feita pela 1ª Vara Criminal de Itajaí, que não tem competência natural para o caso.

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Procurado pela coluna, o advogado de defesa de Tadeu, o criminalista Mathaus Agacci disse que não irá se manifestar por enquanto.

A coluna apurou que o Ministério Público questionou o atraso na apresentação do sargento para a audiência de custódia. Os crimes militares investigados incluem tortura, racismo, abuso de autoridade, incitação, e organização de grupo para prática de violência.

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