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Ex-governador Eduardo Moreira assume diretoria no BRDE

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Por Denis Luciano
12/08/2021 - 06h38 - Atualizada em: 12/08/2021 - 06h40
Eduardo Moreira com Carlos Moisés na época da transição, em 2018
Eduardo Moreira com Carlos Moisés na época da transição, em 2018 (Foto: Júlio Cavalheiro / Secom)

O ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) está nomeado diretor representante do Estado de Santa Catarina na diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A nomeação já foi publicada no Diário Oficial do Estado e ocupa uma das duas vagas que podem ser designadas pelo governador.

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Carlos Moisés (sem partido) assina a nomeação, junto com o chefe da Casa Civil, Eron Giordani. Não é de hoje que Moisés vem tentando emplacar o nome de Eduardo Moreira nessa posição. A presença de Giordani no gabinete ao lado ajudou. Ocorre que o secretário-chefe é bastante alinhado com o deputado Júlio Garcia que, nos bastidores, teve papel importante na aproximação entre Moisés e Eduardo.

Com essa nomeação, o plano que Eduardo Moreira vinha alimentando, de concorrer a deputado estadual, vai por terra. Ele focará na ocupação do espaço no BRDE que tem pouca visibilidade política e o permite circular com estrutura nos bastidores. Com isso, terá papel de destaque nas articulações do MDB na eleição de 2022.

E aí reside um componente importante dessa nomeação. Eduardo não esconde afinidade com o projeto de Dário Berger para disputar o Governo do Estado pelo MDB, na disputa interna com o deputado Celso Maldaner e o prefeito Antídio Lunelli. Eduardo já declarou publicamente esse apoio ao senador. Cabe acompanhar, agora, se o ex-governador não poderá exercer alguma tentativa de aproximar Carlos Moisés do MDB, embora as nítidas resistências. Demais lideranças e os pré-candidatos, além do próprio Eduardo, colocam que Moisés até seria bem vindo, mas teria que se submeter à instância partidária de prévias para garantir candidatura à reeleição pelo partido, o que, naturalmente, não é bem deglutido pelo próprio governador.

Uma aproximação que não vem ao acaso

Moisés segue sem partido. E instala próximo de si um ex-governador (justamente o seu antecessor) em cargo estratégico, muito bem remunerado (algo em torno de R$ 60 mil, ao que consta), com ampla estrutura e liderança de peso nos bastidores do MDB, o maior partido do Estado. E lembrando que o MDB na Assembleia Legislativa está tão bem sintonizado com Moisés que tem seu ex-líder, Luiz Fernando Vampiro, hoje secretário de Estado da Educação. Vampiro, por sinal, é muito próximo de Eduardo Moreira, que apadrinhou seu começo de carreira como vereador em Criciúma. O secretário pretende concorrer a deputado federal pelo MDB em 2022.

E se, de tudo isso, possa resultar um namoro mais firme entre MDB e Moisés, com o governador filiando-se a outro partido e tendo os emedebistas no seu palanque? Não é de se descartar, embora a clara tendência atual de candidatura própria do partido ao Governo do Estado. Não é demasiado lembrar, também, que Moreira liderava projeto de candidatura própria em 2010, chegou a vencer prévia contra Dário Berger, mas depois acabou, pelo MDB mesmo, vice de Raimundo Colombo.

Eduardo na transmissão do cargo a Moisés, em janeiro de 2019
Eduardo na transmissão do cargo a Moisés, em janeiro de 2019
(Foto: )

O fato é que o gesto da nomeação de seu antecessor para o BRDE não é um simples gracejo de Moisés na direção de um ex-governador. Tem, certamente, algum objetivo a mais.

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Mesmo com a perspectiva da nomeação (já havia movimentos nesse sentido desde o começo do ano) Eduardo Moreira vinha se articulando para disputar uma cadeira na Alesc, embora encontrasse resistências pela posição que ocupa. Com a saída dele no páreo, Criciúma tem o médico Dr. Anibal Dário e a ex-vereadora Tati Teixeira como nomes colocados pelo MDB para concorrer a deputado estadual, além do ex-prefeito de Turvo, Tiago Zilli, na região de Araranguá.

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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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