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UFSC garante: Medicina não vai fechar em Araranguá

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Por Denis Luciano
11/08/2021 - 06h32
Reitor Ubaldo Balthazar tem problema sério a resolver na sua região
Reitor Ubaldo Balthazar tem problema sério a resolver na sua região (Foto: Felipe Carneiro)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se pronunciou sobre o risco de suspensão de atividades no curso de Medicina que é mantido no campus de Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Em nota, a informação da Associação Empresarial da região (ACIVA), sobre uma possível falta de professores e técnicos, foi relativizada.

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"O curso de Medicina em Araranguá, criado em 2017, não será fechado", inicia a nota, assinada pela reitoria da UFSC. "As afirmações a respeito de um 'fechamento' são procedentes de fontes não autorizadas a falar em nome da Universidade", destaca o documento. 

- As informações sobre a falta de professores e funcionários nos foi repassada por alunos do curso, apontando para esse risco da suspensão do curso para as turmas mais adiantadas - contrapõe o presidente da ACIVA, Alberto Sasso. Segue a nota: "a criação de um curso superior público segue rigorosas normativas legais, compreende diversas etapas e é um compromisso do Governo Federal com a população de Santa Catarina".

Curso cumpre sua parte, diz UFSC

Sasso havia apontado, em uma reunião da diretoria da ACIVA na noite de segunda-feira (9), para o não cumprimento do pactuado quando da estruturação do curso, de manutenção de 60 professores e 30 técnicos. - Hoje tem somente 26 professores e nenhum técnico - destaca. A respeito, diz a nota: "da mesma forma, é falsa a afirmação de que 'o campus de Araranguá não estaria atendendo o que foi pactuado com o Ministério da Educação com relação a quantidade de profissionais para atuar na graduação'. O curso tem cumprido a sua parte no pacto firmado".

Mas no documento a reitoria reconhece que encontra limitações para efetuar as contratações de pessoal necessárias. "No entanto, nem o curso, nem a Universidade possuem poderes de unilateralmente efetuar a autorização de concursos públicos e contratação de professores e técnicos. A contratação de docentes e técnicos segue legislação federal e depende de autorização por parte das instâncias que são extra-universitárias, isto é, a contratação de professores e técnicos para atuar no curso depende da autorização de contratação por parte do Governo Federal (MEC e Ministério da Economia)", relata o documento.

Primeira turma de Medicina ingressou em 2018 na UFSC de Araranguá
Primeira turma de Medicina ingressou em 2018 na UFSC de Araranguá
(Foto: )

- Vamos mobilizar os nossos deputados, os senadores em busca de apoio para que os problemas do curso sejam resolvidos - observa o presidente da ACIVA. A UFSC refere, na nota, que está empenhada nas negociações junto ao MEC e Ministério da Economia para resolver os problemas apontados. "Recentemente a Universidade conseguiu negociar e obter do Ministério da Educação a alocação de nove vagas de docentes para o curso, a fim de suprir necessidades emergenciais. Um concurso para preencher essas vagas poderá ser realizado ainda em em 2021, mas não há autorização por parte do Ministério da Economia para contratação antes de 2022", informa a Universidade.

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O que vem por aí

Cabe lembrar que, em momento algum, a ACIVA levantou a hipótese de fechamento do curso (tema que abre a nota da UFSC) mas sim apontou para o risco de continuidade das aulas para os alunos de turmas de veteranos, na medida em que faltam professores e técnicos na estrutura do curso de Medicina.

- Até o próximo vestibular está em risco, e sim, o curso também está em risco no seu futuro. Se não nos mobilizarmos, o problema será grande. E esse curso foi um sonho antigo, alimentado por muitos anos aqui na região. Nesse ritmo, a gente sabe que 60 vagas não teremos no próximo vestibular - destaca Alberto Sasso.

O presidente da ACIVA calcula que são mais de 200 alunos, de diversas partes do Brasil, com ênfase em estudantes do Sul de Santa Catarina. - O curso aqui de Araranguá tem ênfase em formação para atenção básica, medicina da família. Ou seja, esses médicos provavelmente vão atuar nas unidades básicas, nos hospitais públicos, naquele atendimento primário - finaliza.

Alberto Sasso, presidente da ACIVA
Alberto Sasso, presidente da ACIVA
(Foto: )

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A destacar que o reitor da UFSC é do Sul de Santa Catarina. Balthazar é natural de Siderópolis, cidade vizinha a Criciúma. Tem, portanto, a missão agora de resolver um grave problema envolvendo a mais importante extensão da Universidade na sua região de origem.

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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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