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PM baleado em assalto a banco em Criciúma será promovido por ato de bravura

Além dele, outros quatro militares que confrontaram contra o comboio de assaltantes recebem promoções

10/08/2021 - 16h24 - Atualizada em: 10/08/2021 - 16h54

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Soldado ainda é submetido a procedimentos médicos regulares e a cuidados exclusivos
Soldado ainda é submetido a procedimentos médicos regulares e a cuidados exclusivos
(Foto: )

Oito meses após ser baleado no quase cinematográfico assalto a banco em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, o policial militar Jeferson Luiz Esmeraldino, 33 anos, será promovido a cabo, nesta quarta-feira (11), por ato de bravura. A promoção ocorre, também, para os outros quatro soldados que confrontaram com o comboio de mais de 30 criminosos.

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Na ocasião, Esmeraldino estava em seu turno de trabalho quando soube que o alarme de uma agência bancária da cidade havia sido acionado.

A caminho do estabelecimento, ele e um colega, Matheus Espindola Aguiar, foram informados sobre o ataque criminoso feito contra o quartel militar do município, alvo de uma sequência de tiros e mudaram a rota.

No meio do percurso, no entanto, durante uma patrulha a pé e ao lado de outros três policiais, a guarnição se deparou com o comboio dos bandidos e o soldado foi atingido no peito em um intenso confronto. Gravemente ferido, o soldado foi socorrido ao hospital, passou por procedimentos cirúrgicos e deu alta após mais de 60 dias internado.

"A ação do policial extrapolou os limites da coragem, pois [Esmeraldino] enfrentou um comboio com dezenas de criminosos e poder bélico muito superior", disse em nota a Polícia Militar de SC, que vai homenagear o soldado durante a solenidade de promoção.

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Graves sequelas

Sobre uma cama hospitalar adaptada, em um dos cômodos na casa dos pais, Esmeraldino ainda é submetido a procedimentos médicos regulares e a cuidados exclusivos, enquanto convive com as graves sequelas deixadas pelo tiro de fuzil que o atingiu.

O único movimento que Esmeraldino apresenta é o dos olhos, quando pisca. Fora isso, não há movimento dos membros nem qualquer esboço de fala. A alimentação também ainda segue por sonda. Segundo o amigo que vivenciou o confronto ao lado do soldado, "tem horas que ele olha e parece reconhecer, mas é bem difícil de afirmar".

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