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Assalto em Criciúma: quando, onde e como os suspeitos foram presos

Até a tarde desta quinta-feira (3), nove prisões de pessoas suspeitas já haviam sido efetuadas

03/12/2020 - 15h50 - Atualizada em: 03/12/2020 - 15h51

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Maria Eduarda
Por Maria Eduarda Dalponte
Assalto em Criciúma
Forças policiais estão mobilizadas na busca pelos assaltantes
(Foto: )

As forças policiais de Santa Catarina e de estados vizinhos já identificaram e prenderam suspeitos pelo grande assalto em Criciúma que ocorreu na madrugada de terça-feira (1º). Ao menos 30 assaltantes roubaram uma agência do Banco do Brasil e sitiaram o centro de Criciúma por quase duas horas, em um crime que já é considerado o maior da história de Santa Catarina.

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Até a tarde desta quinta-feira (3), nove prisões de pessoas suspeitas já haviam sido efetuadas. As prisões ocorreram em SC, no Rio Grande do Sul e também em São Paulo, e a polícia ainda investiga a ligação das pessoas com o assalto.

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As prisões feitas até agora

• No final da manhã de quinta-feira, 3 de dezembro, dois homens foram encontrados em Gramado/RS. Um dentro de uma casa e outro escondido no mato.

• No começo da manhã de quinta-feira, 3 de dezembro, um homem foi encontrado em uma casa em Morrinhos do Sul/RS. Ele diz ter sido pago para queimar as provas do crime que estariam na residência. A hipótese é que o imóvel foi usado durante a fuga.

• No final da tarde de quarta-feira, 2 de dezembro, dois homens foram encontrados na BR-116 em São Leopoldo/RS. Eles tinham R$ 8.100 e, segunda investigação, o carro em que estavam foi usado como batedor para locomover os demais veículos do assalto.

• No final da tarde de quarta-feira, 2 de dezembro, três homens foram encontrados na divisa entre Torres/RS e Passo de Torres/SC. Eles tinham R$ 49.000 e um deles alugou a casa de Morrinhos do Sul/RS, segundo informações de testemunhas.

• No final da manhã de quarta-feira, 2 de dezembro, uma mulher foi encontrada em São Paulo/SP. Na casa em que estava foram encontradas munições de fuzil e detonadores de explosivos. As munições eram do mesmo calibre de um dos fuzis usados na ação em Criciúma.

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A investigação está sendo feita pelas autoridades policiais de Santa Cataria com apoio de forças do Rio Grande do Sul. Os esforços são da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Brigada Militar, Gaeco e IGP.

Galpão usado pelos assaltantes foi localizado

Além das prisões, a polícia também encontrou um galpão utilizado pelos assaltantes na madrugada do crime em Içara, cidade vizinha de Criciúma. Segundo a PM, o local foi utilizado para pintar os carros usados pelos criminosos. A suspeita é de que os assaltantes saíram do galpão em direção ao 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Criciúma. O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local para fazer a perícia.

Imagens de câmeras de segurança dos arredores do galpão mostram os assaltantes passando pelo local em um comboio de carros um pouco antes do início do roubo. O caminhão queimado pelos criminosos para bloquear o batalhão da PM também aparece nas imagens.

O assalto

Conforme a polícia, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto à agência bancária. A ação teve início no fim da noite de segunda (30), por volta das 23h50min, e se estendeu ao longo da madrugada de terça.

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Os criminosos provocaram incêndios, bloquearam ruas e acessos à cidade, atiraram contra o BPM e usaram pessoas como escudos - a polícia estima que entre 10 e 15 pessoas foram feitas reféns, seis delas funcionários do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma que pintavam faixas nas ruas da cidade.

Desde então, esforços policiais e da perícia levam a investigação em direção aos suspeitos. O andamento das investigações do grande assalto já apontou que os bandidos teriam ficado ao menos três meses na cidade organizando o crime, chegou ao galpão utilizado pelos criminosos em Içara, à suposta identificação de um dos envolvidos e à prisão de suspeitos.

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