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54% da receita líquida da WEG vem de exportações

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Por Estela Benetti
10/09/2018 - 05h50 - Atualizada em: 10/09/2018 - 05h50
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A multinacional WEG, de Jaraguá do Sul, é referência de grupo com atuação globalizada. Fundada em 16 de setembro de 1961, fechou a primeira exportação nove anos depois. O registro do livro da empresa marca 21 de agosto de 1970 como a data do primeiro embarque, para o Paraguai, de motores elétricos, por transporte terrestre, via Foz do Iguaçu. 

O segundo mercado no exterior foi o Equador, e a primeira venda foi aprovada em 15 de dezembro de 1970, com transporte posterior via Porto de Santos. Hoje, a WEG exporta para mais de 135 países, tem sites produtivos em 12 países e, no ano passado, obteve 54% da sua receita líquida no mercado internacional. No primeiro semestre deste ano, do total de receita liquida de R$ 4,4 bilhões, R$ 2,4 bilhões (55,5%) foram gerados no mercado externo, onde o grupo cresceu 28,9%, mais do que os 24,6% de expansão obtida no Brasil no mesmo período. 

A evolução da WEG no exterior foi gradativa. Aproveitou para atender os países vizinhos em função das semelhanças culturais e idiomas. Nos anos 1980 buscou uma presença mais estruturada, com rede de distribuidores lá fora e criou seu Departamento de Exportação, incluindo equipe poliglota. Na década de 1990, começou a estabelecer empresas comercias nos principais mercados externos para alcançar um salto maior e também começou a expatriar alguns trabalhadores. A partir de 2000, sentiu a necessidade de produzir lá fora. Investiu em unidades novas ou adquiriu empresas dos setores em que atua. Hoje, tem fábricas em 12 países e, dos 30.890 empregos diretos que oferece atualmente, 9,5 mil são no exterior.

Segundo o diretor internacional do grupo, Luiz Gustavo Iensen, o mercado internacional é fundamental. 

– Logo no início, os fundadores da WEG perceberam que a exportação não poderia ser apenas uma válvula de escape, quando o Brasil estivesse em crise ou quando houvesse 

excedente de produção. A atuação internacional foi colocada como uma estratégia em dois aspectos. Primeiro pelo crescimento que buscava, que o mercado interno não comportaria. Segundo, pela tecnologia. O Brasil era um país muito fechado e a presença no exterior deu à empresa o desafio de fazer produtos com performance diferente – explica Iensen. 

Futuro no mercado exterior

A multinacional vê um grande potencial para crescer no exterior, tanto em mercados maduros, como são chamados os de países desenvolvidos, quanto emergentes. Segundo o diretor Internacional da companhia, Luiz Gustavo Iensen, entre os mercados menos explorados estão a própria China e o Sudeste Asiático, onde a empresa já atua. A abertura de uma unidade comercial na Malásia é a mais recente novidade.

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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