Apesar de ser um dos países líderes em produção de alimentos, a fome segue um desafio a ser vencido no Brasil e também em Santa Catarina. Pesquisa sobre insegurança alimentar na pandemia, realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan) apurou que 4,6% dos catarinenses passam fome, enquanto a média do país ficou em 15%.

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Embora menor, o problema existe no Estado e esse novo levantamento chega em momento importante de debate, que é a eleição. Em SC, além desses 4,6% com insegurança alimentar grave, 7,6% da população tem insegurança alimentar moderada, 28,2% enfrenta um quadro leve do problema e 59,4% têm total segurança alimentar.

Como o governo federal tem sido protagonista na concessão de recursos para os mais vulneráveis, os candidatos à presidência são mais cobrados e lideram promessas. Mas esse é um desafio que exige ações de estados e municípios que, na maioria das vezes, deixam esse compromisso local ao terceiro setor.

Na campanha para o primeiro turno, os candidatos que lideram as pesquisas à presidência, Luíz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro prometeram que vão manter no ano que vem pelo menos o valor atual, do chamado Auxílio Brasil, de R$ 600. Contudo, no orçamento de 2023, o governo atual previu auxílio de R$ 405. É uma decisão que terá que ser tomada pelo Congresso Nacional após a eleição.

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A gravidade do tema deveria estar recebendo mais propostas e atenção dos candidatos ao governo de SC. Mas, enquanto postulantes de esquerda trazem planos mais detalhados com esse objetivo, a maior parte informa que atacará o problema com ações de emprego e educação.

Quem conhece de perto a realidade dessas famílias sabe que é necessário ajuda na renda mensal, moradia e, também, na oferta de saúde e educação para que todos possam ter condições de uma renda e uma vida melhor. Por isso, é preciso ação conjunta das três esferas de governo e da sociedade para que o avanço seja mais eficaz frente à pobreza.

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