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Acordo Mercosul-UE será o maior do mundo e favorecerá SC

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Por Estela Benetti
28/06/2019 - 17h48 - Atualizada em: 29/06/2019 - 08h28
Governo Bolsonaro fechou o acordo nesta sexta-feira durante encontro do G20 em Bruxelas (Foto: Alan Santos/PR)
Governo Bolsonaro fechou o acordo nesta sexta-feira durante encontro do G20 em Bruxelas (Foto: Alan Santos/PR)

Enfim, o acordo Mercosul e União Europeia, lançado em 1994 – há 25 anos – foi selado politicamente nesta sexta-feira (28) em reunião em Bruxelas, na Bélgica. Ele define uma parceria ampla, que inclui bens serviços, compras governamentais e investimentos. Mas os termos do acordo ainda não são conhecidos e terão que ser aprovados pelos parlamentos de todos os países envolvidos, informa a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante.

Esse processo de aprovação, segundo ela, deverá demorar cerca de dois anos. Então, se aprovado pelos legislativos, vai entrar em vigor por volta de 2022 ou 2023 e será o maior acordo comercial do mundo.

— Neste momento, o que se pode aplaudir é o acordo político. Porém, não se conhece efetivamente o que foi o resultado das negociações em termos de acesso ao mercado, quais foram as exigências. É um acordo complexo, de última geração. Ele não trata só de questões tarifárias. Trata de marco regulatório, produtos de origem, acordos trabalhistas e de meio ambiente – afirma Maria Teresa, que espera ter uma cópia do acordo em mãos em breve para conferir o que foi definido.

Como Santa Catarina tem forte atuação no comércio exterior e um dinâmico setor portuário, se o acordo for adotado a economia do Estado deverá ser beneficiada com exportações industriais, do agronegócio, serviços e tecnologia.

Pelas informações divulgadas preliminarmente, haverá aumento de quotas para exportações de carnes e as tarifas industriais seriam zeradas. Resta saber se as indústrias catarinenses estão preparadas para enfrentar esse mercado aberto.

Pelo fato de o acordo sem abrangente, setores como os de tecnologia, turismo e projetos também serão favorecidos.

Leia também: O outro lado do Vale do Silício: o que Santa Catarina não quer ser

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

estela.benetti@somosnsc.com.br

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