Nesta semana, Chapecó se tornou, mais uma vez, a “capital” mundial da indústria de carnes. A Mercoagro 2026 – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, atraiu participantes de 21 países além do Brasil para fazer negócios ao ecossistema da indústria de proteína animal. A mostra, que abriu terça-feira e se encerra nesta sexta-feira, atrai investidores interessados em adquirir equipamentos de ponta para indústrias do setor.

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Parte desse público comprador e expositor vem com avião próprio porque as linhas comerciais para Chapecó não são suficientes. Na quarta-feira, por exemplo, o Aeroporto de Chapecó chegou a ter 15 aeronaves ao mesmo tempo, informou Felipe Dias Gomes, o porta-voz da Voe Xap, concessionária do terminal. A maioria dos jatinhos vem do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

De acordo com a organização da Mercoagro, os visitantes estrangeiros vieram da Alemanha, Argentina, Bangladesh, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Itália, Nova Zelândia, Países Baixos, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Uruguai e Venezuela.

O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (Acic), Carlos Roberto Klaus, afirma que a expectativa é que a edição da Mercoagro deste ano gere negócios de aproximadamente R$ 1 bilhão. A mostra transforma Chapecó na capital mundial da proteína animal porque fabricantes e consumidores desse setor de diversos países marcam presença no evento.

– A Mercoagro é a maior feira da América Latina e uma das três maiores do mundo nesse setor. Ela agrega expositores e compradores dos principais países. O mundo da carne expõe aqui e se encontra aqui. Por isso dizemos que Chapecó se torna a capital mundial da indústria de carnes – diz Carlos Roberto Klaus.

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Uma prova de que o ecossistema industrial de proteína animal de Chapecó está cada vez mais desenvolvido e inovador é a participação de expositores. O coordenador da Mercoagro, Fábio Luiz Magro, destaca que dos 250 expositores, 23% são de Chapecó. Eles são, principalmente, fornecedores de equipamentos para frigoríficos.  

Mercoagro e grandes times de futebol no Oeste

É a Mercoagro, também, a feira que mais lota a rede hoteleira do município e abrange até a região, informa o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Chapecó (Sihrbasc), Gustavo Gisi. Nesta edição a falta de leitos hoteleiros foi maior porque teve uma coincidência: dois jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol em Chapecó na mesma semana.

A Chapecoense recebeu o Grêmio na terça-feira (17) e o Corinthians na quinta-feira (19). Cada time necessita de 40 apartamentos de hotel para suas equipes. Por isso, apesar da oferta crescente de locações particulares via plataformas digitais, muitos empresários vieram de jatinho e retornaram no mesmo dia por falta de leito em hotéis.

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