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Falta de cereais

Agricultura trabalha em alternativas para elevar oferta de milho em SC

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Por Estela Benetti
02/08/2021 - 06h10 - Atualizada em: 03/08/2021 - 08h27
Secretário de Agricultura, Altair Silva, acompanha produção de cereais de inverno em SC
Secretário de Agricultura, Altair Silva, acompanha produção de cereais de inverno em SC (Foto: Divulgação)

Uma série de investimentos anunciados indica que o agronegócio voltado à proteína animal seguirá forte em Santa Catarina. Por isso, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, trabalha em alternativas para amenizar o grande déficit do setor, que é a falta de milho. Na última safra, o Estado produziu cerca de 2,2 milhões de toneladas do cereal, mas deve consumir 7,5 milhões. Para o secretário, são quatro opções para elevar a oferta de milho, a maioria com prazo indefinido: aumentar a produção de cereais de inverno, fazer a ferrovia Norte-Sul, fazer a ferrogrão e trazer mais milho do Paraguai.

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Na avaliação de Altair Silva, a alternativa que pode trazer resultados mais imediatos consiste na ampliação da produção de cereais de inverno, como o trigo e o triticale, reduzindo a dependência do milho. Segundo ele, o plantio deste ano superou as estimativas da secretaria e, num futuro próximo, o Estado poderá ter uma grande produção desses cerais.

Outra alternativa que pode ser viabilizada em prazo menor é o corredor de importação de milho do Paraguai. Altair Silva participou de viagem ao país vizinho, acompanhado de empresários, para acelerar esse processo. Alerta que os principais desafios são o preço em dólar e a demora das autoridades dos dois países em resolver as questões burocráticas.

O sonho do setor agroindustrial, embora mais distante, é a conexão do Estado por ferrovias com a região produtora de milho, o Centro-Oeste do país. Uma alternativa, conforme o secretário, é a ferrovia Norte-Sul, obra pública lenta, sem projeto em execução para o Sul. Mas uma outra opção é a Ferrogrão, um projeto de ferrovia privada do governo federal, orçado em R$ 12 bilhões. Essa obra está prevista para vir do Centro-Oeste até Cascavel, no Paraná.

Para Altair Silva, poderia ser feito um ramal até Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, passando por Chapecó. Essa seria uma solução definitiva e mais segura, avalia ele, mas é demorada. A solução é ocupar melhor as lavouras do Estado, fortalecendo a produção no inverno, que tem feito mais frio nos últimos anos.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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