Um dos setores produtivos mais impactados por fechamentos de rodovias em Santa Catarina é o agroindustrial. Com os bloqueios atuais não está sendo diferente. Grandes e médias agroindústrias produtoras de carne suína e de aves enfrentam prejuízos crescentes desde segunda-feira. Impedidas de transportar, são obrigadas a parar gradativamente os abates.

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Um exemplo desse drama é uma média agroindústria que atua com carne suína. Ela parou totalmente as atividades nesta terça-feira, deixando de abater mil cabeças por dia. Também suspendeu toda a movimentação de cargas e produtos acabados.

No caso das grandes agroindústrias que movimentam centenas de caminhões por dia, a atividade está caindo gradualmente poque os caminhões que trazem aves prontas para o abate das granjas passaram com as cargas vivas, mas não estão podendo retornar vazios para pegar o próximo carregamento. O mesmo ocorre com suínos.

Segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes de SC (Sindicarnes), Jorge Luiz de Lima, a partir de hoje começam os prejuízos financeiros para as grandes empresas do setor. O movimento liberou as cargas vivas, mas se a ração não chega ao campo para os animais, é possível que tenham que ser feitos abates sanitários dependendo da quantidade de dias.

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No primeiro dia, segunda-feira, várias empresas suspenderam abates. Além disso, não puderam transportar mercadorias para o mercado interno e para os portos porque as estradas estavam bloqueadas.

A expectativa do setor é de que esses bloqueios sejam encerrados hoje ou amanhã para que as atividades voltem à normalidade. A maioria do setor votou em Jair Bolsonaro, mas espera que o resultado da eleição seja aceito e que todos possam voltar a trabalhar.

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