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Pressão contra inflação

Alta de 50% do gás natural leva estados à Justiça. SC avalia entrar em janeiro

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Por Estela Benetti
28/12/2021 - 10h49
Em SC, 116 mil veículos usam GNV
Em SC, 116 mil veículos usam gás natural veicular, o GNV (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Em meio a preços nas alturas dos derivados do petróleo, o reajuste maior vem do preço do gás natural. A Petrobras anunciou alta de 50% no insumo para o primeiro semestre de 2022 e gerou uma série de pedidos de liminares de distribuidoras e estados para impedir a entrada em vigor da alta sábado, dia 01 de janeiro. Santa Catarina entrou com pedido no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas ainda não teve resposta. Se não for atendida, a SCGás também vai entrar na Justiça em janeiro, informa a assessoria da empresa. A alta média ao consumidor de SC a ser aplicada a partir de sábado, será de 40%.

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Os estados de Alagoas, Ceará e Sergipe entraram com pedidos de liminares pelos respectivos governos e distribuidoras e conseguiram sustar o aumento na Justiça, informou o portal O Globo. E a distribuidora Naturgy, do Rio de Janeiro, está entrando com ação hoje, informou a publicação.

Em SC, além da mobilização do governo, SCGás, Infragás e Federação das Indústrias (Fiesc) com ação junto ao Cade, a prefeitura de Florianópolis, nesta segunda-feira, por meio do Procon, notificou a SCGás sobre o reajuste. A ênfase do município é ao preço do Gás Natural Veicular (GNV) que terá alta de 41,88% a partir de sábado. O insumo também é consumido pela indústria, comércio e parte de residências.

O Procon da Capital tem razão em cobrar atenção ao GNV, combustível usado por 116 mil veículos no Estado. Isso porque, desde o início do ano passado é o que enfrenta mais altas. Teve reajuste de 30,717% em janeiro e de 37,78% em julho esse ano, o que acumula aumento de 79% no ano. Além disso, agora terá alta de mais 41,88%. Os reajustes são decididos pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), que segue uma conta gráfica de custos internacionais e nacionais.

A gasolina, segundo o IPCA-15, teve alta de quase 50% durante este ano até dezembro. O gás natural subiu mais principalmente por conta dos seus custos específicos. Seu preço é formado pela cotação internacional do petróleo tipo brent, pressão da demanda e cotação do dólar.

O Brasil teve demanda elevada de gás natural este ano para geração de energia em função da falta de chuvas. Isso ajudou a pressionar os preços. Além disso, tem o custo mais elevado da Petrobras e a realização de novos contratos, mais caros.

Esse conjunto de pressão de custos fez com que o gás natural tivesse os maiores reajustes entre as fontes de energia e combustível e motivasse essa judicialização. A judicialização é importante para não afetar ainda mais o poder de compra dos consumidores e a inflação, até porque o petróleo, agora, está em queda por conta dos impactos da variante ômicron pelo mundo.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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