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Empresas em alta

Apesar da pandemia, empresas de SC e do Brasil foram bem na bolsa

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Por Estela Benetti
29/08/2021 - 18h55
Economista Rafael Costa, gestor da Próprio Capital
Economista Rafael Costa, gestor da Próprio Capital (Foto: Divulgação)

Durante a pandemia, a maioria das companhias abertas listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, enfrentou ‘tempo ruim’ somente no primeiro trimestre, de março a maio de 2020. Após essa fase, grande parte das empresas de SC que tem ações negociadas em bolsa teve ótimo desempenho operacional, avalia o economista Rafael Costa, gestor da Próprio Capital, de Florianópolis.

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-Do ponto de vista operacional, dois cases interessantes de Santa Catarina são WEG e Engie. A WEG é uma companhia com excelente reputação no mercado devido a sua gestão, entrega de resultados e constante evolução. Verifica-se que a melhora de todos os indicadores operacionais se refletiu na cotação da ação, com a companhia acumulando mais de 400% de valorização nos últimos cinco anos. Já a Engie é uma companhia de energia que vem realizando esforços no sentido de alienar ativos como termelétricas a carvão e aderir a geração de energia via fontes renováveis, em linha com as práticas ESG – explica Rafael Costa.

Segundo ele, apesar de Santa Catarina ter poucas empresas ainda em bolsa, o Estado possui diversidade de setores com empresas listadas, com destaque em indústrias, sendo têxtil e metal mecânica como as mais robustas. Outro ponto interessante é que o setor de tecnologia representou as companhias que recém começaram a ser negociadas na bolsa, com os IPOs de Intelbras, Neogrid e Unifique. As três ingressaram na bolsa durante a pandemia.

Conforme o economista, entre as catarinenses, empresas com poucas ações negociadas também tiveram evolução positiva na bolsa. Ele cita a Battistella, com base em Lages, e a Altona, de Blumenau, que melhoraram as margens de lucro.

Quanto ao desempenho geral das empresas brasileiras na bolsa do país, Rafael Costa avalia que grande parte teve bons resultados nos balanços do 2º trimestre, com faturamento, margens e lucros acima do que era antes da pandemia. Isso traz um leque de possibilidades para quem investe ou quer investir em ações na bolsa de valores.

- Para ter ações negociadas em bolsa, essas companhias têm uma longa história e robustez, sempre superando adversidades, com gestão superior e acesso a melhores recursos – afirma ele. O gestor destaca que a consolidação setorial tem promovido mudanças estruturais que são grandes oportunidades lucrativas, e cita como exemplo empresas como a Locaweb na tecnologia, e a Simpar na logística, além de estratégias bem-sucedidas, como é a decisão da TIM de priorizar clientes mais rentáveis.

- Até mesmo no setor de consumo, a reabertura da economia mostra que os destaques setoriais estão bem preparados, a exemplo das Lojas Renner, da rede de shoppings Alliansce Sonae, e da JHSF, que é voltada para empreendimentos ao público de altíssima renda – destaca ele.

Outro setor que cresceu muito durante a pandemia e mostrou esse bom desempenho nos balanços foi o a construção civil. Rafael Costa cita como destaques as empresas Direcional, que atua com unidades mais populares e a Mitre Construtora, de São Paulo, que faz imóveis de luxo. Na avaliação dele, poucas empresas ficaram estagnadas em função da pandemia. Nesse grupo estão as Lojas Marisa e redes de fast food como a Burger King e Domino’s no Brasil.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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