nsc
nsc

Custo de vida menor

Após mais de dois anos, Florianópolis volta a ter deflação puxada por combustível e energia

Compartilhe

Estela
Por Estela Benetti
02/08/2022 - 16h12
Salmo Duarte, NSC, BD
Combustíveis de automóveis puxam inflação para baixo em Florianópolis (Foto: Salmo Duarte, NSC, BD)

As reduções de -15,26% dos preços dos combustíveis para automóveis e de -3,96% da tarifa de energia, ambas devido ao corte de ICMS, causaram deflação de -0,22% em Florianópolis em julho. O Índice de Custo de Vida (ICV) calculado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag) não registrava resultado negativo desde abril de 2020, quando, em pleno isolamento da pandemia, ficou em -0,05%.

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Mas a deflação só não foi maior porque os alimentos seguiram em alta e, na média, tiveram reajuste de 2,17% em julho. Assim, a inflação acumulada do ano na capital de SC subiu 4,22% enquanto nos últimos 12 meses até julho subiu 9,39%.

O principal impacto do mês foi no grupo de transportes, que teve queda de -5,44%. O que mais pesou foi o recuo dos preços de gasolina e de etanol. Juntos, os combustíveis para automóveis recuaram mais de 15%. Esse grupo responde por 22% do índice, que é calculado de forma semelhante à inflação do país, o IPCA, apurado pelo IBGE.

A alta dos alimentos e bebidas, de 2,17%, que impactou no índice, foi puxada principalmente por leite e derivados. O leite longa vida subiu 19,4%, leite condensado 9%, queijo minas 7,2%, queijo prato 3,55% e iogurte 3,93%.

Mas teve também queda de preço de alimentos que pesam no orçamento, como carne bovina e derivados. As carnes vermelhas tiveram recuo de -0,32%, com redução de -0,29% na alcatra, -0,73% no músculo, de -1,71% do patinho e -2,11% na carne suína.

Ainda no grupo de alimentos, as frutas tiveram queda de -0,72%, com redução nos preços da laranja paulista (-17,17%), morango (-13,78%), banana (-4,14%), mamão (-2,78%) e uva (-1,14%). A alimentação fora de casa teve alta de 2,02% no geral.

Além dos transportes, apenas o grupo de vestuário teve retração em julho, de -0,22%. O grupo de itens de saúde e cuidados pessoais subiu 3,04$; habitação 1,14%; artigos de residência (0,80%); despesas pessoais (0,08%); educação (0,07%); e comunicação (0,00).

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Mais colunistas

    Mais colunistas