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Aquisições de animais de estimação crescem 30% na pandemia, mostra pesquisa

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Por Estela Benetti
24/07/2021 - 05h00
A estudante de fonoaudiologia Maria Luisa com a cachorrinha Bitty, que passou a ter guarda compartilhada na pandemia
A estudante de fonoaudiologia Maria Luisa com a cachorrinha Bitty, que passou a ter guarda compartilhada na pandemia (Foto: Divulgação)

Entre as mudanças de comportamento no Brasil impulsionadas pela pandemia a partir de março de 2020 está o interesse maior por animais de estimação. Isso foi confirmado pela pesquisa nacional Radar Pet 2021, realizada em abril pela Comissão de Animais de Companhia (Comac). Segundo o levantamento junto a domicílios com animais de companhia, 30% dos cães e gatos foram adquiridos ou adotados durante a pandemia e 73% dos tutores informaram passar mais tempo com seus pets.

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A cachorrinha Bitty é um exemplo dessa mudança. Ela tinha acabado de ser adquirida por casal de Florianópolis quando chegou a pandemia em março. A filha deles, Maria Luisa Tomaselli, que cursa fonoaudiologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde mora com o irmão, retornou para casa aonde ficou em isolamento com a família. Ela se encantou pela Bitty e aí iniciou uma guarda compartilhada em que a pet fica a maior parte do tempo em São Paulo.

A pesquisa apurou que do total de entrevistados (750), 23% adquiriram o primeiro pet durante a crise sanitária. Considerando os animais adquiridos ou adotados, 22% foram cães e 37%, gatos.

Quanto à forma de aquisição dos pets, 76% dos gatos foram adotados e 5% comprados. No caso dos cães, 42% foram adotados e 24% comprados. Desses, 34% foram presenteados e 19% adotados de particulares. A maior parte dos cães foi adquirida por pessoas que moram sozinhas (50%) e dessas, 37% eram da Região Sul do país.

Diante da convivência próxima com os animais, a maioria se preocupou com o risco de eles também adquirir ou transmitir Covid-19. Questionados se procuraram informações sobre esses riscos, 79% informaram que sim e 66% leram mais sobre cuidados com a saúde dos pets. Quanto mais elevado o grau de instrução, a busca de informações foi maior.

A pesquisa teve um recorte específico com médicos veterinários. Dos entrevistados, 49% informaram que a procura por serviços aumento em 2020 e 35%, que diminuiu.

O outro lado da pandemia

Com base na pesquisa, a Comac estimou também que em função da crise econômica gerada pela pandemia, cerca de 10 milhões de animais foram abandonados. Isso porque 40% os entrevistados informaram conhecer alguém que abandonou um animal nesse período. A principal causa foi a perda de poder aquisitivo.

Segundo maior mercado

Outra pesquisa sobre o setor, feita pelo Euromonitor Internacional e divulgada em junho deste ano, apurou que o Brasil superou o Reino Unido e se tornou o segundo maior mercado de produtos pet do mundo, com 6,4% do total. Isso foi baseado no faturamento setor no ano de 2020, que alcançou R$ 41 bilhões. O primeiro lugar desse ranking ficou com os Estados Unidos, que responde por 50% do mercado pet mundial.

Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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