Com influência da nova tributação sobre combustíveis e crescimento econômico, o governo de Santa Catarina fechou o mês de julho com arrecadação de R$ 3,8 bilhões. Esse montante significa um crescimento real de 6,7% frente ao mesmo mês de 2022 (quando descontada a inflação de 3,12% em 12 meses) e crescimento nominal de 10%, também frente a julho do ano passado. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, esse é o quinto crescimento consecutivo da arrecadação.

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Ainda de acordo com a Fazenda, esse resultado confirma a projeção feita no início do ano pela pasta e mostra, também, efeitos positivos do Plano de Ajuste Fiscal de Santa Catarina (Pafisc).

Ao comentar o resultado, o governador Jorginho Mello afirmou que o início do ano foi muito difícil, mas que está sendo possível pavimentar o caminho do crescimento, sem aumentar impostos.

 – Continuamos trabalhando para atrair novos investimentos e valorizar aqueles que produzem e geram empregos nas nossas indústrias, no comércio, nos serviços e no campo. Com seriedade e transparência, estamos alinhados com o futuro, gerando oportunidades e impulsionando o progresso em nosso Estado – afirmou o governador.

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Segundo a Fazenda, o crescimento da receita em julho teve impacto positivo com a implantação do ICMS monofásico para gasolina, diesel e biodiesel. A alta na arrecadação dos combustíveis chegou a 11% frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita do imposto com energia e telecomunicações continuou abaixo do registrado no mesmo mês de 2022.

Também colaboram positivamente para elevar a arrecadação os setores supermercadista, com alta nominal de 25%, metalmecânico (24,3%) e de grandes redes de varejo (22,6%).

O ICMS, principal tributo do estado, teve receita de R$ 3 bilhões em julho, alta real de 6,4%. As transferências da União recuaram -15,6% nominal no mesmo mês.

Segundo o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, o Estado vem obtendo retorno em função das medidas que está tomando para fortalecer a economia e redução de burocracias. A estimativa é crescimento real médio de 4% a 5% nos próximos meses. Com isso, o governo espera ter recursos para voltar a investir.

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– O cenário macroeconômico ainda é desafiador, mas temos confiança de que Santa Catarina vai continuar no caminho do crescimento – afirmou Siewert.

Considerando o ano, a arrecadação do Estado somou R$ 26,4 bilhões até julho. O crescimento real (excluindo a inflação), ficou em 2,7% no período. Agora, no segundo semestre, a expectativa é ter crescimento maior para elevar essa média, como destacou o secretário.

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