Santa Catarina registrou em janeiro queda de 1,5% na atividade econômica frente ao mesmo mês de 2025 e retração de 0,9% na comparação com o mês anterior, dezembro. Esses dados são do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
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De acordo com o Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de SC, Santa Catarina registrou a maior queda mensal entre os estados que contam com esse indicador. O estado ficou abaixo do desempenho médio do Brasil, que cresceu 1% em janeiro frente ao mesmo mês do ano anterior e também teve alta de 0,8% na comparação com o mês anterior.
Esse resultado negativo catarinense é consequência dos juros básicos altos, de 15% ao ano, para conter a inflação e, das dificuldades para exportar como o tarifaço de 50% dos Estados Unidos e menos compras também de alguns outros países. Também tem o efeito base, o que significa que é mais difícil crescer após uma expressiva alta no ano anterior. Em janeiro de 2025, SC cresceu 5,8% frente ao mesmo mês de 2024 e 1,5% ante o mês anterior.
O que puxou o resultado de SC para baixo no primeiro mês deste ano, de acordo com o Observatório Fiesc, foram os setores da indústria e serviços, que tiveram retração. A produção industrial recuou 6,5% em janeiro frente ao mesmo mês de 2025.
Dos 14 setores pesquisados pelo IBGE em Santa Catarina, somente 2 apresentaram desempenho positivo em janeiro: alimentos (0,9%) e itens de borracha e plástico (5,3%). As maiores quedas de produção foram na fabricação de móveis, que recuou quase 25,9% e a fabricação de veículos, que caiu 24,9%.
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O setor de serviços recuou 1,5% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. As maiores quedas foram nos grupos de serviços prestados às famílias, -11,2% e nas atividades turísticas, -6,3%.
O comércio ampliado cresceu 2,5% em janeiro deste ano frente ao mesmo mês do ano passado. O maior destaque positivo foi a alta de 42,3% na comercialização de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. As vendas dos hipermercados e supermercados cresceram 8,5% e ajudaram no resultado positivo.
Cenário econômico desafiador
O cenário econômico continua difícil, com menos expectativas de quedas de juros em função da guerra no Oriente Médio e mais turbulências internacionais. Os fatos positivos são o fim do tarifaço dos Estados Unidos em fevereiro e a suspensão do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além da força da diversificação da economia catarinense.
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