Fundado em outubro de 1998 para financiar pequenos negócios formais e informais e, assim, promover desenvolvimento econômico, o Banco da Família, de Lages, completa 25 anos com a marca de R$ 1,3 bilhão em empréstimos liberados e atuação em toda a Região Sul. Essa trajetória de apoio ao empreendedorismo pelo microcrédito será celebrada com evento nesta quinta-feira, em Lages.

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O Banco da Família se tornou uma das instituições de microcrédito mais reconhecidas do país pela eficiência e qualidade da gestão. Segundo a fundadora e presidente Isabel Baggio, que atualmente também preside a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), nesses 25 anos o banco impactou 1,77 milhão de pessoas. Tem 155 colaboradores, 31 agências, 60 postos de atendimento e no primeiro semestre de 2023 liberou R$ 56,1 milhão em crédito.

Três lideranças serão homenageadas nesta quinta-feira pela colaboração que prestaram ao desenvolvimento do segmento de microcrédito em SC. O senador Esperidião Amin que, quando governador, criou o programa de microcrédito do Estado e, também propôs a criação da Frente Parlamentar Mista de Microcrédito e Microfinanças no Congresso Nacional.

Também serão homenageados o ex-governador Raimundo Colombo pela criação do Programa Juro Zero e o ex-prefeito de Lages, Décio Ribeiro, pelo apoio à fundação da instituição na sua gestão, que começou com o nome de Banco da Mulher. Outras lideranças, entre as quais executivos, clientes e parceiros também serão homenageados no evento.

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– A construção do Banco da Família foi um longo processo, que acompanhou o amadurecimento do próprio microcrédito no Brasil. Olhando para trás e vendo a realidade, hoje, com o anúncio recente de que o microcrédito passou a ser considerado de fato o que é – uma alternativa para promover o desenvolvimento de regiões empobrecidas, gerando renda e empregos – chego à conclusão de que a luta valeu a pena – avalia a empresária Isabel Baggio.

Segundo a empresária, um dos momentos do reconhecimento da relevância do setor foi recente, quando a Caixa liberou recursos para o microcrédito produtivo e orientado no país. Essa modalidade visa financiar pequenos negócios e, assim, gerar emprego e renda.

A fundação do Banco da Família foi inspirada no Grameen Bank, primeiro banco com essa característica no mundo, fundado em Bangladesh por Muhammad Yunus. Por essa iniciativa, ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2006 e fez palestras pelo mundo, inclusive em eventos empresariais em SC.

Conforme Isabel Baggio, o Banco da Família começou com microcrédito para pequenas empresas, mas nos últimos anos evoluiu para outras modalidades, acompanhando as demandas dos clientes. As famílias precisam construir ou reformar casas e fazer outros negócios.  

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Assim, a instituição buscou mais parceiros e, hoje, oferece crédito não só para a área residencial que corresponde a quase metade das operações de crédito, mas também para a instalação de usinas solares e projetos no agronegócio.

Entre as razões do sucesso do Banco da Família está o cuidado na análise para a liberação de empréstimos e também acompanhamento da execução, com atenção para ver se o tomador terá condições de cumprir as parcelas contratadas. Com esses cuidados, a inadimplência tem ficado em torno de 5% no primeiro semestre de 2023, bem mais baixa que a média do microcrédito oferecido por grandes bancos.

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