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BMW anuncia investimento de R$ 500 milhões para produzir novos modelos em SC

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Por Estela Benetti
18/11/2021 - 17h05 - Atualizada em: 19/11/2021 - 08h09
O CEO do BMW Group na América Latina, Alexander Wehr (quinto à esq.) se reuniu com a diretoria em Araquari
O CEO do BMW Group na América Latina, Alexander Wehr (quinto a partir da dir.) se reuniu com a diretoria em Araquari (Foto: BMW, Divulgação)

Com o objetivo de seguir líder no segmento de automóveis de luxo no Brasil, o BMW Group anunciou nesta quinta-feira (18) investimento de R$ 500 milhões na unidade de Araquari, Santa Catarina. Vai fabricar quatro novos modelos de veículos, sendo um lançamento mundial que será revelado em breve. Além disso, também ampliará investimentos em engenharia, com ênfase em tecnologias digitais.

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Segundo o presidente e CEO do grupo para a América Latina, Alexander Wehr, menos de seis meses após o início de vendas na Europa, passarão a ser feitas no Brasil todas as versões a combustão do BMW X3 e do BMW X4, incluindo os novos X3 M40i, o X4 xDrive 30i M Sport e X4 M40i, este último o veículo mais potente e tecnológico feito no Brasil, com 387 cavalos.

Esse projeto será executado em três anos e, com ele, o BMW Group soma R$ 1,8 bilhão em investimentos diretos na fábrica catarinense desde que foi inaugurada, em 2014. Pelo menos por enquanto, a companhia não prevê novos empregos para esses projetos em SC, além dos 700 trabalhadores que já atuam na unidade. Mas poderá ampliar a equipe, se necessário.

Alexander Wehr, que trabalha a partir da unidade do México, ao comunicar o projeto futuro de veiculo a ser feito em Santa Catarina, fez um suspende usando expressões latinas.

- A tradição diz que devemos deixar o melhor para o final, a “cereja do bolo” popularmente. E a cereja do bolo que eu gostaria de anunciar é que a planta de Araquari vai receber a produção de um modelo BMW inédito no futuro próximo. Como esse modelo ainda não foi anunciado pela nossa matriz, eu não quero deixar os meus colegas da Alemanha chateados. Então, infelizmente, não posso dar mais detalhes nesse momento. Mas tenho certeza de que todos vocês irão amar a novidade quando ela for anunciada no momento correto – afirmou o executivo durante a entrevista online, concedida a partir da fábrica de Araquari.

Como a unidade brasileira é uma plataforma que comporta a montagem de diversos modelos, a expectativa é de que esse suspense foi criado para anunciar no futuro um veículo totalmente elétrico a ser feito em SC, ou um híbrido avançado.

Além da unidade catarinense, a BMW tem fábrica de motocicletas em Manaus e a sede em São Paulo, que empregam mais 300 pessoas, totalizando 1.000 no Brasil.

- Esse novo investimento vai renovar tecnologia. Não vamos, necessariamente, expandir no momento. Mas isso vai ser flexível. Pode acontecer (de contratar mais pessoas) se o mercado demandar isso. Então, estaremos prontos para isso – disse Otávio Rodacoswiski, diretor geral da Planta do BMW Group em Araquari.

A BMW conta, atualmente, com mais de 30% do mercado de carros de luxo no Brasil. Enquanto outras concorrentes alemãs como a Mercedes e a BMW deixaram de fabricar no país, a companhia que tem matriz em Munique escolheu reforçar sua base produtiva junto ao mercado brasileiro.

Desafios da mobilidade elétrica

Ao ser questionado pela coluna sobre quando a BMW vai iniciar a montagem de carros elétricos em Santa Catarina, o diretor geral da planta, Otávio Rodacoswiski, disse que ela está preparada para isso, mas alertou que a produção segue o mercado.

- A nossa planta está preparada para ser flexível para qualquer tipo de força motriz e sistema de propulsão, e o que vai determinar isso é o mercado. Estamos preparados para nos adaptar a qualquer nova tecnologia que surja ou que seja necessária. Nossos funcionários estão em permanente treinamento, aprendendo sobre as novas tecnologias ao mesmo tempo em que elas aparecem. Mas quando, qual dia ou como isso vai acontecer, não temos a resposta ainda – afirmou Rodacoswiski.

Para o executivo, a tecnologia da mobilidade elétrica gera grandes oportunidades ao mercado. Ele citou o exemplo de São Paulo, que isentou os veículos elétricos do rodízio, o que é um incentivo importante. Outros estímulos, segundo ele, podem ser a redução de taxas como o IPVA e a oferta de mais locais para recarga de baterias.

- Nós somos a primeira montadora a oferecer estações de recarga entre São Paulo e Rio de Janeiro. São seis unidades na Via Dutra. Estamos também instalando uma estação de recarga movida a energia solar na Bahia, e estamos procurando parcerias estratégicas para instalarmos novas estações em outros estados.

Mas além da infraestrutura, temos que perceber qual é comportamento do consumidor. Há um estudo que indica que 80% da recarga é feita em casa. Então, temos que oferecer um pacote que lhe permita recarregar em sua casa ou em seu condomínio – disse Rodacoswiski.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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