nsc
nsc

Alimentação animal

BRF investe R$ 1,35 bilhão na compra de empresas de ração pet

Compartilhe

Estela
Por Estela Benetti
02/08/2021 - 21h30
Cachorrinho que apareceu na reportagem do meteorologista da NSC TV, Leandro Puchalski, em São Joaquim
Cachorrinho que apareceu na reportagem do meteorologista da NSC TV, Leandro Puchalski, em São Joaquim (Foto: NSC TV, reprodução)

A BRF, multinacional dona da Sadia e Perdigão, confirmou no início da noite desta segunda-feira que ingressou com força no setor de alimentos para pets. A companhia revelou investimento de R$ 1,35 bilhão na aquisição de duas empresas do setor, o Grupo Hercosul, de Ivoti, Rio Grande do Sul, e a Mogiana Alimentos, de Campinas, São Paulo. Esses dois negócios aprovados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) garantem à BRF a participação de 10% da produção de rações para pets no Brasil.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

O Hercosul é tradicional produtor do setor e conta com diversas empresas. A Hercosul Alimentos, Hercosul Comercial, Hercosul Transportes e Hercosul Internacional. A produção é realizada nas fábricas de Ivoti e do Paraguai, onde tem nova unidade instalada recentemente em Juan León Mallorquín. O grupo fabrica rações secas e úmidas, tem quatro centros de distribuição no Brasil e sistema próprio de transporte.

A paulista Mogiana é tradicional na produção de rações premium e super premium para cães e gatos, com fábricas em Campinas e Bastos, em São Paulo. A estimativa de que a BRF vai alcançar 10% da produção de rações pets do país é baseada em informações da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

- Esse importante passo mostra a disciplina e a consistência na estratégia a longo prazo de nos tornarmos uma das líderes do segmento de pet food até 2025, que acreditamos ser um dos mais promissores. Avançamos neste mercado para atuar de forma ainda mais intensa em diversos canais – afirmou o CEO da BRF, Lorival Luz.

A BRF informou que poderá usar a sinergia nos negócios para fortalecer atividades. Tem condições de usar insumos de agroindústrias atuais, pode comprar grãos para ração pet em conjunto com aquisições para alimentação animal e, também, pode ter ganhos de escala em transportes.

A decisão da companhia de entrar com investimento alto na fabricação de alimentação pet mostra atenção a um mercado que tem crescido no Brasil, numa média de 20% ao ano e se tornou o segundo maior mercado do mundo no setor, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo apuração da Abinpet e do Euromonitor. A projeção é de que o país terá quase 101 milhões de cães e gatos até 2025, quase um para cada dois brasileiros.

A empresa líder de mercado no Brasil, atualmente, é a Purina Nestlé, que detém cerca de 30% do total. Para seguir avançando, a empresa suíça anunciou recentemente a instalação de um novo polo de alimentos pet, em Vargeão, Oeste de Santa Catarina. Na primeira etapa, a Nestlé vai investir R$ 1 bilhão. Depois, investirá mais R$ 1,5 bilhão na segunda etapa.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

Mais colunistas

    Mais colunistas