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Celesc lucra R$ 259,9 milhões no trimestre e consumo cresce 4,5%

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Por Estela Benetti
14/05/2022 - 08h09 - Atualizada em: 14/05/2022 - 12h16
Companhia investe 80% mais para melhorar distribuição de energia
Companhia investe 80% mais para melhorar distribuição de energia (Foto: Peterson Paul, Secom)

O Grupo Celesc, que detém a concessão de distribuição de energia em Santa Catarina, fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 259,9 milhões, o que significou alta de 30,5% frente ao mesmo período de 2021. Um dos destaques foi o crescimento do consumo de energia em 4,5% frente aos mesmos meses do ano anterior. E os investimentos chegaram a R$ 275 milhões, com acréscimo de quase 80% frente ao período de janeiro a março de 2021.

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A Celesc encerrou o primeiro trimestre de 2022 com um acréscimo de 95.354 novos clientes, chegando a um total de 3.254.069 consumidores cativos na área de concessão, 3% mais que no mesmo período do ano passado. Esses dados estão no balanço da companhia, divulgado na noite desta sexta-feira.

O consumo residencial de energia cresceu 8,1%, o comercial subiu 6,2%, mas o industrial teve queda de -4,8% e o rural, de -10,8%. Assim, o mercado cativo subiu 1,7% no trimestre, o de consumidores livres avançou 9,3%, o que resultou na alta de 4,5% no consumo total.

Quanto a resultados, o Grupo Celesc obteve no primeiro trimestre receita operacional líquida de R$ 2,7 bilhões, o que representa uma alta de 6,1% frente a do primeiro trimestre de 2021. Na área de despesas, a empresa registrou aumento de 2,5% pelo impacto da volta ao trabalho presencial. O Ebitda alcançou R$ 456,9 milhões, com alta de 27,6% em relação aos mesmos meses do ano anterior.

Novo negócio: Celesc inicia atuação no mercado livre de energia

Segundo a Celesc, os investimentos estão recebendo especial atenção para garantir a oferta de energia com qualidade. Dos R$ 275 milhões investidos, R$ 132,6 milhões foram destinados para redes de distribuição e telecomunicação. Linhas de distribuição e subestações receberam R$ 105,9 milhões. Para comercialização e medição foram R$ 17,4 milhões e para outros investimentos foram mais R$ 17,1 milhões. Na área de geração foram investidos R$ 2,3 milhões.

A companhia também esclareceu no balanço que tem mantido o alongamento no perfil da dívida total. Por isso, 90,1% da dívida está no longo prazo, o que preserva a saúde financeira da empresa.

Sobre os números positivos, a Celesc explicou que resultaram do bom desempenho da economia catarinense. O faturamento resultante do consumo das principais classes consumidoras subiu 18,3%, houve redução de 22,5% no custo da energia importada de Itaipu em função da variação cambial, redução de 15% no custo da energia comprada para revenda, e as receitas com bandeiras tarifárias somaram R$ 606,2 milhões.

Uma das novidades da companhia no primeiro trimestre foi a entrega da primeira edição do Prêmio de Segurança Olívio Villa Nova Neto. O objetivo é reconhecer o esforço da Celesc e empresas parceiras para melhorar a segurança no trabalho. O prêmio é uma das ações da meta de acidente zero, que vem sendo buscada de forma permanente pela empresa.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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