O setor agroindustrial, que teve unidades paradas ou com redução de atividade, está voltando a trabalhar normalmente nesta quinta-feira. Segundo o Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarnes-SC), as empresas do setor voltaram a trabalhar. E a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) informa que na maioria das lojas não há problema de abastecimento.

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Contudo, algumas empresas ainda enfrentam maiores dificuldades. Agroindústrias sediadas próximo de rodovias federais bloqueadas estão com atividades paradas desde segunda-feira. Com a continuidade de bloqueios, não retomaram nesta quinta.

O setor supermercadista informa que está abastecido. Isso porque a maioria das empresas conta com um certo estoque para suportar até cinco ou sete dias de atraso de produtos. Algumas lojas tiveram falta de folhas verdes porque essas são fornecidas regionalmente e o segmento enfrentou estradas trancadas.

A preocupação era com frutas e legumes que vêm da Ceagesp, central de abastecimento de São Paulo, ou de Minas Gerais. Os itens que vêm de lá são frutas muito consumidas como mamão, abacaxi, melão e melancia. A batata inglesa vem de Minas enquanto maçãs, bananas e frutas cítricas vêm de Santa Catarina.

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A expectativa é de que os manifestantes atendam os apelos diversos, em especial do presidente Jair Bolsonaro, para liberar o tráfego das estradas. Além de prejuízos com o impedimento de produtção, muitos trabalhadores, prestadores de serviços, não puderam desenvolver suas atividades nestes dias. São perdas relevantes que não aparecem nas contabiliddes oficiais. Afetam mais as pessoas, individualmente. 

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