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Descontaminação

Com tecnologia de ozônio, empresa de SC cresce 1.000% na pandemia

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Por Estela Benetti
29/08/2021 - 18h27
Bruno Mena Cadorin, fundador e CEO da Wier
Bruno Mena Cadorin, fundador e CEO da Wier (Foto: Divulgação)

A descontaminação de ambientes ganhou relevância desde que o mundo se viu diante da pandemia da Covid-19. Entre os negócios que foram impulsionados para atender essa demanda está o da empresa catarinense Wier, que usa o ozônio como elemento base em aparelhos para descontaminar o ar e ambientes com vírus, fungos e bactérias, em espaços sempre sem a presença de pessoas. Em 2020, a produção subiu de 300 peças para 3.000, o que significa um aumento de 1.000%. E para 2021, a projeção é 100% de crescimento, informa o fundador e CEO da empresa, Bruno Mena Cadorin.

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A expansão da produção levou a Wier a duplicar a equipe de pessoas e também a mudar para um espaço maior. Deixou unidade no parque tecnológico Celta, em Florianópolis, e foi para o Tecno Park da cidade Pedra Branca, em Palhoça. O que possibilitou crescimento rápido foi a tecnologia exclusiva da Wier, que usa tecnologia de plasma frio e ozônio, desenvolvida pelo próprio Bruno Mena, doutor em química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Logo que fundou a empresa, em 2011, ele passou a fazer os purificadores com soluções que descontaminam ambientes e efluentes líquidos industriais, as quais patenteou no Brasil e na União Europeia. Testes feitos em laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp) comprovaram eliminação de 99,9% do coronavírus, informa o empresário.

- O ozônio consegue destruir quimicamente a parede celular de microrganismos, além de seus componentes vitais, causando a morte e inativação até mesmo de vírus como o novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da pandemia da Covid-19. Bactérias gram-positivas, gram-negativas, fungos e vírus de diferentes gêneros e espécies, são “destruídos" pela ação do ozônio, utilizando, vale ressaltar, uma tecnologia que está alinhada com as práticas mundiais do desenvolvimento sustentável, e também da economia circular - explica o CEO.

Segundo ele, além de os produtos proporcionarem saúde e proteção, também viraram fonte de renda e novos negócios. Empresas que trabalham com descontaminanção passaram a adquirir os equipamentos e pequenos negócios surgiram em função dessa tecnologia.

- Uma pesquisa interno nos mostra que no ano passado fomentamos o início de mais de mil negócios. Temos, até hoje, mais de 30 mil equipamentos vendidos. Vale destacar que, em 2020, as vendas cresceram 500%, para este ano, tudo indica que iremos dobrar o faturamento de 2020. Estamos trabalhando fortemente e acreditamos em um crescimento de 100%. Em produção, crescemos mil por cento no número de equipamentos que produzimos no ano passado. Saímos de 200, 300 equipamentos, para 3 mil – afirma Bruno Mena.

Além da expansão no mercado interno, a tecnologia atraiu clientes no exterior, em diversos países. Como são produtos pequenos para diferentes locais, as compras no exterior são enviadas por via aérea, pelo sistema FedEx.

- Nós temos equipamentos, hoje, no Oriente Médio, na Europa, na Austrália, nos EUA, e até em Israel, o que me deixou muito orgulhoso já que eles são referência em tecnologia. No ano passado, até mesmo a alta do dólar nos ajudou. A gente não está dedicando força para a exportação, mas estamos atendendo a demanda que chega até nós. Vendemos bastante, mesmo, aqui no mercado nacional. Se a gente for comparar com as vendas totais, o percentual das vendas para fora é pequeno mas, com certeza, são um passo importante para o nosso desenvolvimento – avalia o empresário.

Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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