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Construção civil de SC prevê pequena alta em 2018

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Por Estela Benetti
13/02/2018 - 22h19 - Atualizada em: 13/02/2018 - 22h19
Construção
(Foto: )

Setor que impulsiona a economia, mas depende de juros baixos, crédito, inflação baixa, bom nível de emprego e confiança no futuro, a construção civil mergulhou na maior recessão da história do país durante 2015 e 2016 e encerrou o ano passado ainda com rescaldos desse período de economia em queda. Nesses três anos, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho registra que Santa Catarina perdeu 17.420 vagas no setor. Para 2018, a expectativa no Estado é de saldo positivo de vagas na construção mas, por enquanto, não dá para prever uma forte expansão porque é um ano de eleição e não há certeza de que o novo governo vai aprovar as reformas necessárias para estabilizar a economia, avalia do presidente do Sinduscon da Grande Florianópolis, Hélio Bairros. 

Para se ter ideia de como foi o impacto da crise no emprego da construção em SC, foram -8.549 em 2015 e -8.368 em 2016. Em 2017 quase foi positivo, mas em dezembro foi pior encerrou o ano com -503 vagas. Um indicador importante de que este ano pode fechar no azul é a taxa básica de juros Selic em 6,75% ao ano. Isso reduz o juro para quem quer comprar casa própria e também atrai investidores porque muitos decidem comprar imóveis em função do baixo retorno das aplicações financeiras. Conforme Bairros, em 2012, quando a Selic estava em 7,25% ao ano, era possível ter retorno de 10% a 15% ao ano com imóveis. 

Entre os números que sinalizam a retomada do setor está a pressão inflacionária. O Custo Unitário Básico (CUB) de SC teve alta de 0,13% em janeiro, o índice do IBGE (Sinapi) no país subiu 027% no período. Há, ainda, a maior confiança do consumidor. Mas muitas empresas de construção do Estado estão cautelosas em função da sucessão presidencial e também sofrem entraves de prefeituras, com burocracia e problemas com planos diretores. Um dos mais críticos é o de Florianópolis. Mas há cidades onde o cenário é melhor. 

– A estabilidade econômica não está confirmada porque não foi feita a reforma da Previdência. E também há a necessidade de consolidar outras reformas para termos um horizonte de estabilidade de 10 anos. No Brasil, é muito difícil a gente se programar a médio e longo prazo. Só é possível no curto prazo, até cinco anos – critica Bairros. 

A construção civil é um dos motores do crescimento do Produto Interno Bruto. Impulsiona investimentos por movimentar mais de 70 setores econômicos, a volta do crescimento e do emprego. Se o novo governo federal executar medidas que viabilizam um ajuste sólido das contas públicas, o setor inicia ciclo de crescimento.  

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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