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Liderança feminina

Economista Claudine Anchite será a primeira mulher a presidir a Celesc

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Por Estela Benetti
23/05/2021 - 19h42 - Atualizada em: 24/05/2021 - 11h56
Economista Claudine Anchite, diretora de Finanças e RI da Celesc, será presidente interina da empresa
Economista Claudine Anchite, diretora de Finanças e RI da Celesc, será presidente interina da empresa (Foto: Sônia Will, Divulgação)

A economista Claudine Anchite Furtado, diretora de Finanças e Relações com Investidores da Celesc, será a primeira mulher a assumir a presidência da companhia de energia de Santa Catarina que completou 65 anos em 9 de dezembro. Ela presidirá a empresa interinamente por duas semanas, a partir desta segunda-feira (24), durante as férias do titular Cleicio Poleto Martins. O nome dela foi indicado e aceito pelo conselho de administração da companhia na última semana, embora essa consulta não seja uma obrigação. Na diretoria da empresa desde 2019, antes de liderar a áorea financeira a executiva atuou na diretoria corporativa.

Celesc obtém lucro de R$ 199 milhões no trimestre, com alta de 38%

- Para as mulheres é um passo importante. Toda vez que eu assumo alguma posição que nunca foi ocupara por uma mulher, como a de diretora da Celesc e, agora, como presidente interina nas férias do presidente Cleicio Martins, eu sinto uma grande responsabilidade. Me sinto obrigada a fazer um bom trabalho para que fique uma marca positiva, de que as mulheres têm competência, têm perfil para exercer funções que são estressantes, que requerem pulso firma. É motivo de orgulho na minha trajetória profissional e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade muito grande de fazer um trabalho bem feito, mesmo por duas semanas – afirma Claudine Anchite.

Celesc tem lucro de R$ 518,7 milhões em 2020, o maior da história da empresa

Nascida em Volta Redonda, Rio de Janeiro, Claudine Anchite fez graduação em economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC), é mestre em economia pela Fundação Getúlio Vargas, também no Rio de Janeiro e fez MBA na Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais. Iniciou a carreira profissional em bancos de investimentos e, depois, por questões pessoais, veio para Santa Catarina.

Em Florianópolis, fez concurso e ingressou no BRDE, onde atuou por sete anos nas áreas de análises de projetos e planejamento. Como cuidava muito de financiamentos para o setor elétrico, acabou ingressando na Engie Brasil Energia, no setor de novos negócios, chegando a gerente de fusões e aquisições em serviços de energia. Pela atuação na área financeira, foi convidada para ser diretora da Celesc.

É justamente a área financeira de uma empresa que exigem maior atenção e estratégia. Uma das últimas decisões difíceis que a executiva teve que tomar junto com a diretoria foi fazer o lançamento da 4ª emissão de debêntures, que resultou em captação de R$ 550 milhões. Segundo a diretora, todo o ano é feito o orçamento anual e, a partir dele é avaliada a necessidade de recursos para atender a estrutura de caixa da empresa, financiar as atividades.

A Celesc tem um grande financiamento do BID para investimentos e financia também atividades correntes da companhia. Mas, anualmente, conforme as necessidades de caixa, avalia como pode captar recursos no mercado.

- Como tivemos resultados bons no ano passado e também vislumbramos que atingiríamos um resultado muito bom no primeiro trimestre, vimos que era um momento positivo no mercado para fazer emissão de debêntures, que é basicamente um título de dívida da empresa com compradores dessas debêntures, que são fundos de investimentos ou bancos. Quanto melhor estão os números da empresa, mais longos os títulos são e menor é a taxa. A gente conseguiu uma captação muito positiva – explica a diretora.

A operação contou com a participação de cinco bancos e foi possível obter uma taxa atrativa, em linha com o que o mercado está praticando para empresas do setor elétrico. A Celesc conseguiu CDI mais 2,6% ao ano, por um prazo de cinco anos.

Os últimos resultados financeiros da Celesc chamaram a atenção. Em 2020, apesar dos impactos da pandemia e do cliclone bomba, a empresa encerrou o ano com lucro líquido de R$ 518,7 milhões, um crescimento de 82,90% frente a 2019. E o primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido alcançou R$ 199,2 milhões, 38% maior que o dos mesmos meses de 2020.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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