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Empresa de Joinville lança projetos imobiliários com preservação da Mata Atlântica

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Por Estela Benetti
09/03/2022 - 18h45
Mata Atlântica preservada pela Hacasa, que vai compensar emissões de construções
Mata Atlântica preservada pela Hacasa, que vai compensar emissões de construções (Foto: Divulgação)

Imagina comprar um apartamento ou instalar uma indústria em imóveis que têm as emissões de carbono da construção compensadas com a preservação da Mata Atlântica. Esse é Projeto Metro Verde (Mv), iniciativa inédita da Hacasa, de Joinville, imobiliária e incorporadora que tem entre os ativos 10 milhões de metros quadrados de matas na região. Ela acaba de lançar o residencial de alto padrão Ekoa, em Joinville, e também lançará em breve o H Business Park, condomínio empresarial em Araquari, ambos com esse diferencial de sustentabilidade.

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A decisão de usar esse DNA preservacionista da Hacasa como estratégia é da nova diretoria, que tem como superintendente o executivo Fabiano Cordaro, que veio de São Paulo, após atuar na incorporadora Vitacon e no setor de startups. Segundo ele, os próximos projetos imobiliários também virão com esse diferencial.

Empreendimento estreia projeto inédito de compensação de emissões com floresta da propria empresa
Empreendimento estreia projeto inédito de compensação de emissões com floresta da propria empresa
(Foto: )

Empresa do Grupo H. Carlos Schneider, a Hacasa tem essa área florestal porque o seu fundador, o empresário Carlos Frederico Schneider, que faleceu em 2015, gostava de investir em florestas planas ou montanhosas. Por isso, ficou conhecido entre os ambientalistas como “Príncipe das Nascentes”. As florestas que ele adquiriu em quase quatro décadas equivalem a 1.212 campos de futebol.

- Para compensar as emissões do empreendimento Ekoa, que terá 11 mil metros de área construída, vamos preservar 207 mil metros quadrados de florestas por 10 anos. Firmaremos isso em contrato - explica Fabiano Cordaro.

Segundo ele, a empresa chegou a esse prazo e a essa área de florestas após considerar o volume de emissões por metro quadrado do setor de construção e capacidade de absorção da Mata Atlântica, conforme estudo da USP. Por enquanto, esse ativo será usado somente para projetos do grupo e os imóveis não custarão mais por isso.

Com duas torres e 64 apartamentos, o Ekoa terá a maior área em comum de empreendimentos em Joinville, ocupando dois pavimentos, informa o executivo. O preço é de mercado, inicialmente R$ 7,5 mil por metro quadrado, em média. Localizado no bairro Santo Antônio, o terreno não tem área de mata nativa, mas os proprietários de imóveis poderão visitar a floresta que fará a compensação de emissões.

O segundo Projeto Metro Verde (Mv) do grupo será o condomínio empresarial H Business Park, que será lançado em cerca de um mês em Araquari, município ao lado de Joinville. Com investimento de R$ 70 milhões, o condomínio terá também construções com selo LEED de sustentabilidade e oferta de energia limpa com o selo i-REC.

Serão 30 lotes em 700 mil metros quadrados, ao lado da Ciser, líder latino-americana em fixadores, principal companhia do grupo H. Carlos Schneider, presidido pelo empresário Carlos Rodolfo Schneider. Entre as empresas que já confirmaram instalação no local estão fornecedoras dessa indústria.

O município de Araquari vem registrando um acelerado crescimento, impulsionado pela vinda da BMW em 2014 e, também, pela localização estratégica. Entre os novos investimentos estão, principalmente, indústrias. O próprio grupo Schneider planeja novos empreendimentos na região.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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