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Engenharia Mecânica, que se projeta com executivos globais, faz congresso virtual

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Por Estela Benetti
23/11/2021 - 18h25
Professor Sergio Gargioni, jornalista Heloísa Dalagnol, e o presidente da ABCM, Gherhardt Ribatski na abertura do evento
Professor Sergio Gargioni, jornalista Heloísa Dalagnol, e o presidente da ABCM, Gherhardt Ribatski na abertura do evento (Foto: ABCM, Divulgação)

Entre os 300 integrantes da associação dos ex-alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fundada há dois anos, 52 são altos executivos de multinacionais no exterior, em 16 países. Essa é uma mostra da qualidade da graduação, um dos temas do 26º Congresso Internacional de Engenharia Mecânica (Cobem), promovido pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecànicas (ABCM), que acontece virtualmente a partir de Florianópolis, ondêncie nasceu há 50 anos.

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Segundo o professor Sérgio Luiz Gargioni, que coordena o evento iniciado nesta segunda-feira e que vai até sexta, estão sendo apresentados 1.130 trabalhos técnicos de todo o Brasil em 15 simpósios online. O congresso é no idioma inglês. Além da parte científica, três multinacionais sediadas em Santa Catarina - WEG, Tupy e Nidec ( dona da Embraco) - falarão sobre perfil de profissional que necessitam no presente e no futuro, e sobre tendências tecnológicas.

Tanto no caso de graduados de engenharia mecânica da UFSC, quanto nas demais engenharias do Brasil e do mundo, um dos diferenciais para uma empresa entregar uma diretoria estratégica para um engenheiro é a base de conhecimento em ciências exatas, em especial os quatro semestres de cálculo e física.

Associação de ex-alunos de Engenharia Mecânica da UFSC projeta atuação

Mas, segundo Gargioni, cresce o debate sobre a necessidade ou não de todo esse rigor nessas disciplinas que mais reprovam nos cursos. São avaliadas alternativas como, talvez, três ou dois semestres de cálculo, por exemplo.

- A demanda por engenheiros está alta no mercado. É preciso formar mais profissionais no mundo todo. Mas muitos estudantes acham que é possível ganhar dinheiro mais fácil sem fazer um curso de engenharia. E diversas universidades estão mudando a forma de ensinar os alunos, que preferem cada vez mais tecnologias digitais. Eles também cobram um ensino mais híbrido, com mais prática – explica Gargioni que é professor da Mecânica da UFSC. 

Um dos painéis que abordarão diretamente o tema sobre formação e mercado será na tarde desta quarta-feira, com uma professora da Suécia, um professor do Instituto Militar de Engenharia (IME), que trabalha com métodos alternativos de ensino, e um executivo da Nidec.

Tanto o congresso quanto a Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), foram inicativas do professor Caspar Eric Stemmer, fundador do curso da UFSC, em 1971. Gargioni, que estava fazendo o curso de mecânica na instituição, participou do primeiro evento, liderado por Stemmer.

Quanto ao mercado atual de engenheiros no exterior, o professor diz que ex-alunos da UFSC atuam no exterior, por exemplo, na Fórmula 1 e em empresas como a Whirlpool USA, WEG, Nidec (Embraco) e Bosch, entre outras.

Estela Benetti

Colunista

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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