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Socorro a empresas

Entidades aprovam ajuda financeira do governo de SC, mas cobram mais medidas

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Por Estela Benetti
30/03/2021 - 19h45 - Atualizada em: 30/03/2021 - 19h52
Sede do governo de SC
Sede do governo de SC (Foto: James Tavares, Secom, divulgação)

O anúncio de linhas de crédito sem juros por parte do governo do Estado atende uma das maiores demandas de empresas afetadas pelas restrições da pandemia, mas não é suficiente, alertam entidades empresariais. Entre as que compartilham dessa avaliação estão a Federação das Empresas de Comércio e Serviços (Fecomércio-SC) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC). A Ampe Metropolitana, que representa micro e pequenas empresas da região de Florianópolis, afirma que o pleito do juro zero para microcrédito foi atendido.

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- Esse crédito veio numa hora boa porque muitas pequenas empresas estão com dificuldades financeiras, principalmente do setor de turismo – afirma o presidente da Fecomércio, Bruno Breithautp.

Mas ele alerta que as linhas de crédito anunciadas, apesar do montante da ordem de R$ 1,5 bilhão, não atendem a média e grande empresa. Breithaupt observa também que a entidade, junto com a Federação Catarinense dos Municípios, enviou ao governo do Estado um conjunto de sugestões que incluem outros tipos de ajuda, em especial na área tributária. Segundo ele, são medidas que precisam ser discutidas em conjunto. Sugestões para redução de taxas e tributos também foram enviadas para prefeituras.

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O presidente da Abrasel, Raphael Dabdab, reconhece que a ajuda financeira disponibilizada é importante, mas não resolve para uma empresa do setor de gastronomia que já está em dificuldades. Isso porque ela vai usar o dinheiro para pagar aluguel e funcionários e não tem certeza se vai faturar após alguns meses para pagar a dívida feita com o empréstimo.

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- A situação no momento é tão grave que essas linhas de crédito não são mais suficientes. O que deve ser feito são medidas de apoio que reduzam o custo das empresas, como o custo tributário, que é um dos mais altos do país, os custos de energia elétrica e água, que são despesas altas para o nosso setor. Também seria importante reduzir taxa de lixo e IPTU porque as restrições estão obrigando boa parte do setor a operar somente com 25% da capacidade instalada - afirma Dabdab.

O presidente da Ampe Metropolitana, Piter Santana, que levou até o governo a proposta de ampliação do Juro Zero para microcrédito com ampliação do prazo de pagamento para um ano, avalia que o segmento foi atendido nessa demanda.

- O anúncio feito pelo governo atende a nossa demanda. A linha tem 12 meses de carência, 36 meses para pagar. Para o empreendedor é excepcional porque terá tempo até o ano que vem para começar a pagar e, considerando a carência, o pagamento será em 48 meses. A gente espera que o novo governo coloque em prática logo – diz Santana.

E sobre as restrições, o presidente da Abrasel afirma que uma forma de ajudar o setor é voltar a adotar as restrições do segundo semestre do ano passado, quando foi possível trabalhar com prevenção à covid e não houve nova onda da doença. Para ele, a onda atual veio porque liberaram aglomerações, especialmente nas eleições, final do ano e Carnaval.

Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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